Crise eleva gastos do FAT com seguro-desemprego no País

Dados preliminares apontam que, em dezembro, foram requeridos 513 mil benefícios, alta de 5% ante 2007

Isabel Sobral, da Agência Estado,

15 de janeiro de 2009 | 13h51

O agravamento da crise financeira internacional no último trimestre de 2008, que refletiu em mais demissões no País em dezembro, também elevou os gastos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com pagamento de seguro-desemprego. De acordo com dados ainda preliminares do Ministério do Trabalho e Emprego, em dezembro foram requeridos 513 mil benefícios, um número quase 5% superior aos requerimentos feitos nas superintendências regionais do trabalho de dezembro do ano anterior. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Com esse dado ainda preliminar, o período de janeiro a dezembro de 2008 registra 6,8 milhões de pedidos de seguro-desemprego contra 6,3 milhões que foram solicitados em todo o ano de 2007. O dado fechado em relação a dezembro só deverá ficar pronto, segundo a assessoria do Ministério do Trabalho, no final de janeiro pois algumas solicitações feitas nos final do mês de dezembro só se efetivaram em pagamentos a partir do início de janeiro. O seguro-desemprego é devido a todos os trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa. Os valores podem variar de R$ 415 a R$ 776, a depender da faixa salarial dos trabalhadores e do tempo anterior pelo qual ele esteve desempenhando uma atividade com carteira assinada. Na próxima segunda-feira, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, promete divulgar o resultado do ano de 2008, e também de dezembro, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que registra todas as demissões e contratações de trabalhadores com carteira assinada. Lupi está participando de encontro no Chile promovido pelo Instituto Internacional de Estudos Laborais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O tema das discussões é "Respondendo à Crise: crescimento, trabalho decente e estabilidade". Segundo a assessoria do Ministério, responsáveis pela área do trabalho de vários países da América Latina estarão em Santiago, debatendo a questão, até o final desta semana, com a participação do diretor-geral da OIT, Juan Somavia.

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