Crise eleva preocupação com empresas brasileiras, diz Fitch

A agência de classificação de risco Fitch, em seu relatório trimestral sobre a América Latina, disse que a volatilidade que atinge o Brasil fez crescer a preocupação com a liquidez das corporações brasileiras. Segundo a agência, com a aproximação das eleições presidenciais e a manutenção da liderança de Lula nas pesquisas, os mercados financeiros brasileiros vivem uma fase turbulenta. "Grandes giros diários no mercado causados pelas pesquisas eleitorais acenturaram um ambiente financeiro que já era volátil tentando superar o contágio da crise na Argentina", disse a agência. "Essa instabilidade reduziu os níveis de liquidez das corporações brasileiras, com os investidores internacionais fugindo desse mercado, esperando que o novo governo mostre a sua direção fiscal". A Fitch acrescentou que a volatilidade e escassez de liquidez "não ficaram limitadas aos mercados de capitais internacionais, pois o mercado doméstico também secou, tornando a situação ainda mais evidente". A Fitch acredita que os mercados brasileiros continuarão voláteis durante o processo eleitoral, mantendo a liquidez apertada para as empresas no próximos seis ou nove meses. "Isso significa maiores riscos de financiamento para alguns, ou pelo menos maiores custos de financiamento", disse a agência. "Os riscos de financiamento e de liquidez para as empresas, no entanto, não dependem não apenas de sua saúde financeira e perfil da dívida, mas também do seu setor de atuação e exposição à economia local."

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