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Crise energética Argentina também afeta o Paraguai

Argentina limitou a venda de gás liquefeito de petróleo ao Paraguai

Marina Guimarães, da Agência Estado

12 de julho de 2007 | 18h43

Além de restringir as exportações de gás natural ao Chile, a crise energética da Argentina obrigou o país a limitar a venda de gás liquefeito de petróleo (GLP) ao Paraguai. A medida provocou reclamações por parte do governo de Nicanor Duarte porque a Argentina é o principal fornecedor de GLP, utilizado nas residências e nas indústrias do país vizinho.O mercado paraguaio consome cerca de oito milhões de quilos de GLP por mês. Segundo a imprensa guarani, em Assunção, o consumo diário do produto ronda os 270 mil quilos e já está faltando botijão de gás. Ontem, somente dois caminhões com um carregamento de aproximadamente 44 mil quilos de GLP desembarcaram na capital paraguaia.O Paraguai não tem gasoduto e depende completamente do GLP. Ao contrário do Chile, dependente do gás natural que é transportado pelo gasoduto que liga a Argentina e o país andino. Porém, ambos dependem do combustível argentino.A temperatura caiu em toda a Argentina e o país vive os dias mais frios do ano. A mínima média é de 2º C negativos e a máxima não supera os 12º C em nenhuma parte do país. Com isso, a demanda interna de gás e de eletricidade aumentou, colocando à prova o sistema energético que já vem funcionando com toda a capacidade. Para atender a demanda doméstica, as exportações ao Chile estão cada vez mais reduzidas.Corte de gásNa manhã de hoje, o Conselho Nacional de Energia chileno informou que seu país não recebeu o fornecimento de gás da Argentina. Em nota oficial desta quinta-feira, o CNE afirmou que recebeu apenas 500 mil metros cúbicos de gás, menos da metade do fluxo mínimo que a capital chilena necessita para abastecer as residências e os pequenos comércios. A demanda de Santiago é de aproximadamente 1,2 milhões de metros cúbicos de gás.O corte de gás não foi só para o Chile e Paraguai, os postos de serviços que abastecem os carros movidos a GNC também deixaram de receber o fluído desde a noite de terça-feira. Para evitar a revolta dos cerca de 30 mil motoristas de táxis de Buenos Aires e zona urbana, o Governo negociou com a Petrobras e a YPF uma redução nos preços da gasolina para abastecer esses carros.A medida vai valer enquanto durar o frio e os cortes de gás. Inicialmente, a decisão atingia somente os postos das empresas na Capital Federal e parte da Província de Buenos Aires. Nesta quinta-feira, a medida foi ampliada para todo o país.Pela medida, os motoristas poderão abastecer com gasolina comum ou super pagando o mesmo preço que pagam pelo gás veicular. Atualmente, o preço médio pelo gás veicular é de 0,75 pesos (US$ 0,241), enquanto que a gasolina comum custa uns 1,69 pesos (US$ 0,548) e a super, 1,90 pesos (aproximadamente US$ 0,612).

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