Crise está cada vez mais perigosa, diz Banco Mundial

Ele instou as nações ricas a dar entre 0,7% e 1,0% de seus pacotes de estímulo para os países mais pobres

Suzi Katzumata, da Agência Estado

13 de fevereiro de 2009 | 17h30

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse nesta sexta-feira, 13, que a crise econômica global parece cada vez mais perigosa e expressão preocupação sobre seu impacto nos países em desenvolvimento. "Estamos no meio de uma longa crise e precisamos de soluções no longo prazo", disse Zoellick, à margem do encontro de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais dos países do G-7.   Veja também: Senado e Câmara dos EUA votam pacote hoje Congresso dos EUA fecha acordo para o polêmico 'Buy American' Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Ele instou as nações ricas a dar entre 0,7% e 1,0% de seus pacotes de estímulo para ajudar os países mais pobres. As informações são da Dow Jones.   Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "o pior dos efeitos da crise mundial sobre o Brasil já passou". Segundo Mantega, os impactos da recessão foram registrados basicamente no quarto trimestre do ano passado, provocados em boa parte pela abrupta retração do crédito internacional, o que também afetou o sistema financeiro nacional. Ele disse que a economia brasileira apresenta um desempenho melhor do que o registrado nos últimos três meses do ano passado. "Eu acredito que gradualmente o País vai recuperando o seu dinamismo. Mas só no segundo semestre vai acelerar", comentou.Mantega ressaltou que o Brasil vai crescer em 2009 e classificou como pessimistas as avaliações de alguns analistas, segundo as quais o País não apresentará crescimento este ano. O ministro ressaltou que o governo continua trabalhando com a meta de expansão do PIB de 4%.

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