Crise europeia pressiona cotações das commodities

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h10

Uma nova onda de problemas econômicos na Espanha e na Grécia no fim de semana despertou um movimento de aversão ao risco nos mercados ontem e pressionou as cotações das matérias-primas. Assim como as ações, as commodities são consideradas ativos de maior risco e investidores tendem a reduzir sua exposição a esses mercados quando aumenta a incerteza.

A maioria das commodities agrícolas terminou o dia em baixa. Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja para entrega em novembro caíram 3,80% e fecharam a US$ 16,2225 por bushel. O trigo recuou 3,08% e o milho caiu 1,29%.

Além dos problemas macroeconômicos, previsões do tempo para o Meio Oeste dos Estados Unidos também empurraram os preços dos grãos. Mapas climáticos sinalizam maior possibilidade de chuva no Cinturão do Milho, área que vinha sendo prejudicada pela falta de umidade. Segundo meteorologistas, deve chover hoje ao menos nos Estados de Minnesota e Illinois. Não se sabe, no entanto, se essas precipitações serão suficientes para amenizar os problemas causados pela prolongada estiagem. De qualquer forma, investidores embolsaram parte dos lucros obtidos até então e pressionaram as cotações.

Na Bolsa de Nova York, o produto que costuma ser mais influenciado pelos fatores econômicos é o algodão, que fechou em queda de 1,03%. No cenário de fragilidade econômica, a tendência é de queda do consumo de produtos têxteis.

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