Crise externa deve adiar grau de investimento para Brasil--Citi

A crise global de crédito deveatrasar a chegada do Brasil ao grau de investimento, afirmou oCitigroup nesta segunda-feira após conferência na semanapassada com as agências de classificação de risco Fitch eStandard & Poor's. "O tom das duas agências foi inconsistente com a promoçãodo Brasil para grau de investimento em 2008", escreveram osanalistas Geoffrey Dennis e Jason Press no relatório, quetambém citou o Peru e a Colômbia. Atualmente, o Brasil é avaliado com nota BB+ na S&P e naFicth --a um passo do grau de investimento. Eles reconheceram, no entanto, que "as economiaslatino-americanas estão melhor posicionadas do que nunca parasobreviver à atual turbulência do mercado e à fraquezamacroeconômica global". O Brasil também foi elogiado pelo crescimento dasexportações e a redução da dívida pública externa líquida. Masas agências continuam preocupadas, segundo o documento, com o"nível da dívida pública bruta, o balanço fiscal, o potencialbaixo de crescimento do país e a taxa de investimentorelativamente baixa." A S&P chegou a afirmar que uma eventual perspectivapositiva para o Brasil "não será garantia de que a promoção váocorrer". Segundo a agência, as últimas elevações de nota foramrelativamente rápidas, e se o país entrasse no grau deinvestimento em 2008, alcançaria esse status a uma velocidademaior que países como África do Sul, México e Índia. As agências também estimaram que o Peru deve receber o graude investimento antes do Brasil. Para compor o cenário deestudo, as duas agências consideraram que os Estados Unidos jáse encontram em recessão, em linha com a avaliação do Citigroupsobre o assunto. (Por Silvio Cascione)

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