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Crise externa interrompe queda de juro no crédito em agosto

A parada, de acordo com o chefe do Depec do BC, Altamir Lopes, foi provocada pela elevação dos custos de captação dos bancos provocada pelo agravamento da crise nos mercados internacionais

Gustavo Freire, da Agência Estado,

27 de agosto de 2007 | 12h31

As taxas de juros ao consumidor que vinham caindo desde fevereiro deste ano parou de recuar em agosto. De acordo com dados do banco Central, nos 15 primeiros dias do mês, a taxa ficou estável em 35,9% ao ano. A parada, de acordo com o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, foi provocada pela elevação dos custos de captação dos bancos provocada pelo agravamento da crise nos mercados internacionais. Veja também:Crédito total no País atinge 32,7% do PIB em julhoCronologia da crise financeira   O aumento dos custos, entretanto, não foi repassada aos clientes de bancos, que optaram por promover uma redução do spread - diferença entre o juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos. A queda do spread - de 0,2 ponto porcentual no mesmo período de tempo -, segundo o chefe do Depec, ficou concentrada nas operações de crédito às pessoas físicas (redução de 0,4 ponto porcentual).  "Até o dia 15, você teve uma estabilização da taxa (de juros), ela (crise) freou qualquer movimento", afirmou Lopes a jornalistas. "Mas é complicado fazer ilações a partir de um dado parcial, ainda não sabemos como vão fechar os números do mês." Em julho, taxas caíram Em julho, com o cenário internacional ainda favorável e a Selic em queda, a taxa média de juro cobrada pelos bancos caiu 0,8 ponto percentual frente aos 36,7% ao ano em junho. O spread bancário passou para 25,1 pontos percentuais, frente a 25,8 pontos no mês anterior. Para as pessoas físicas, os juros médios praticados em julho foram de 47% ao ano, ante 47,8% em junho. Para as empresas, a taxa média foi de 23,0% ao ano, frente a 23,7% no mês anterior. As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro cresceram 1,7%, para R$ 813,4 bilhões, o equivalente a 32,7% do Produto Interno Bruto (PIB) - maior patamar desde novembro de 1995, que foi de 33% do PIB. Em junho, o volume total do crédito era equivalente a 32,3% do PIB. Levando em conta apenas as operações com recursos livres, o volume em julho era equivalente a 22,9% do PIB.

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