Crise faz cair confiança do americano em grandes corporações e bancos

A crise financeira mundial - que teve início nos Estados Unidos - provocou uma mudança de imagem das instituições para o consumidor americano. As grandes empresas, os sindicatos e os bancos são hoje as entidades que inspiram menos confiança, segundo pesquisa do Instituto Gallup divulgada ontem no país. As três apresentaram queda no último ano por consequência direta da crise, acrescenta o levantamento.Já os pequenos negócios ficaram em segundo lugar na classificação de mais confiáveis, perdendo apenas das Forças Armadas, mas à frente da polícia, da igreja (e outras religiões) e da presidência. Segundo o levantamento, as grandes corporações estão em último lugar no índice de confiança, com 16% - no ano passado, era de 20%. Os sindicatos não ficam muito distantes, com 19%. E apenas 22% dos entrevistados disseram ter confiança nos bancos. No ano passado, o número era dez pontos porcentuais maior. "O quase colapso do mercado financeiro dos Estados Unidos e as recentes concordatas na indústria automobilística são razões chave para explicar a redução na confiança nas grandes corporações e nos bancos", afirma análise do instituto Gallup.Já os pequenos negócios, que sempre desfrutaram da simpatia dos americanos, cresceram neste ano de crise de 60% para 67%, de acordo com o Gallup, que entrevistou 1011 americanos neste mês para a pesquisa anual."O aumento da confiança dos americanos em relação aos pequenos negócios se deve ao contraste feito com as grandes empresas", observa a pesquisa.A diferença de 51 pontos porcentuais entre pequenos e grandes negócios é a maior desde que o levantamento começou a ser realizado. Em 1998, a variação entre uma categoria e outra era de 27 pontos.A presidência (instituição, não o presidente Barack Obama) possui 51% de confiança, quase o dobro do ano passado, quando George W. Bush ainda estava no poder.

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