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Tiago Queiroz/Estadão - 22/10/2014
Tiago Queiroz/Estadão - 22/10/2014

Crise hídrica pode parar navegação na hidrovia Tietê-Paraná a partir de julho, diz ONS

Hidrovia é um dos principais corredores fluviais do País, importante para o transporte de grãos, madeira, areia e cana

Marlla Sabino , O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2021 | 12h53

BRASÍLIA - A crise nos reservatórios que o País enfrenta pode causar a paralisação da hidrovia Tietê-Paraná a partir de julho. A medida foi listada como “necessária” pelo presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara nesta terça-feira, 15.

Foram apresentados dois cenários: a paralisação da via ou a redução do calado dos navios que navegam na hidrovia, o que reduz a capacidade de transporte. “Estamos discutindo essa ação a nível federal através do Ministério da Infraestrutura, e com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Também já falamos com o governo de São Paulo para que a gente possa fazer isso de forma controlada e planejada”, disse.

Segundo dados do ONS, a redução do calado dos navios resultaria em um ganho de 0,5% de energia armazenada. Já a paralisação total da hidrovia geraria um ganho de 1,6%. A hidrovia é um dos principais corredores fluviais do País, importante para o transporte de grãos, madeira, areia e cana.

Outras medidas necessárias apontadas pelo ONS são as restrições da vazão das usinas hidrelétricas de Jupiá e Porto Primavera, autorizadas pelo Ministério de Minas e Energia recentemente, e a flexibilização da operação dos reservatórios do Rio São Francisco.

De acordo com Ciocchi, essas ações permitem acionar mais usinas termoelétricas e estocar água para ser usada em outubro e novembro. “Se não adotamos essas ações chegaremos em 2022 em uma condição muito frágil para atender a necessidade de energia daquele ano”, disse aos deputados.

O governo também deve aplicar outras medidas, como o aumento na importação de energia da Argentina e Uruguai, prevista para o fim de julho, ações para garantir combustíveis para térmicas e realizar uma campanha de conscientização do uso de água e energia. Também está em análise antecipar as obras de linhas e infraestrutura de transmissão de energia.

As ações devem pesar no bolso dos consumidores, que irão pagar uma conta de luz mais cara. Mas, sem as medidas, o ONS estima que os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, mais importantes do setor elétrico, chegarão com 7,5% da energia armazenada em novembro. Com as medidas, a estimativa é que chegue no mesmo período com 10,3%.

“Ainda é um nível preocupante, mas não teremos nenhum problema de energia ou de potência ao final de novembro. E esperamos que nessa data a estação chuvosa já tenha chegado e a situação seja amenizada”, disse Ciocchi.

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