Crise imobiliária é centro de debate na reunião de BCs

Presidentes de bancos centrais reunidos na Suíça discutem a incerteza do momento econômico

Andrei Netto, especial para O Estado de S. Paulo,

06 de janeiro de 2008 | 20h49

A reação dos consumidores e do mercado de crédito dos Estados Unidos e, em menor escala, na Europa são os fatores que despertam maior atenção dos presidentes de bancos centrais reunidos na Basiléia, na Suíça, para o encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS). A crise imobiliária vivida por norte-americanos e europeus seguiu no centro das discussões no primeiro dia do evento, aberto às 12h30 deste domingo, 6 (9h30 de Brasília). O consenso indica que o momento é de incerteza, a começar pelo ritmo da economia norte-americana, como ressaltaram autoridades monetárias presentes à reunião. "Não estou aflito, nem tranqüilo", limitou-se a dizer um presidente de Banco Central ouvido por jornalistas brasileiros. O dirigente não descartou uma nova ação conjunta do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu para prover o mercado de liquidez, mas minimizou a possibilidade de que outros países, incluindo emergentes como Brasil, entrem no esforço. "Para o resto do mundo não deve haver necessidade de participação em um entendimento." A reunião dos presidentes de BCs prossegue nesta segunda-feira, 7, quando devem ser discutidos temas como efeitos globais e implicações nacionais da crise imobiliária e inflação. Ao término do evento, está prevista uma declaração oficial do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, coordenador do grupo.

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