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Crise já afeta outros segmentos da economia, diz FMI

Economista Paulo Nogueira Batista Junior disse que ainda não é possível saber "a quantidade de problemas potenciais", mas alerta que a economia real pode sim ser afetada

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

14 de agosto de 2007 | 16h51

O economista Paulo Nogueira Batista Junior, representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), disse nesta terça-feira, 14, que a crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos de risco (subprime) já começou a contaminas outros segmentos. Segundo ele, ainda não é possível saber "a quantidade de problemas potenciais", mas alerta que a economia real pode sim ser afetada. Veja também:Wal-Mart tem lucro abaixo do esperado e reduz previsãoUBS tem lucro maior, mas faz alerta sobre turbulênciasDólar sobe 2,16% com piora externa e tira BC do mercadoVeja o fechamento das bolsas européias Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA   "A minha tendência é sempre de ficar preocupado. Já passamos tantos maus momentos no passado", disse ele admitindo, porém, que o Brasil se encontra mais fortalecido que em crises anteriores. O representante do Brasil no FMI disse que o Brasil precisa estar preparado caso a crise seja muito grave. Ele defendeu a estratégia que vem sendo adotada pelo Banco Central, com a continuidade do processo de elevação das reservas internacionais, a manutenção da posição de balanço de pagamentos forte e evitando uma valorização forte do real. Para o economista, o Brasil "viverá de susto em susto", lembrando que este ano já houve turbulências nos mercados financeiros em fevereiro e julho. Lado positivo Na sua avaliação, a crise tem pelo menos um lado positivo: reduzir o processo de valorização do real. "Foi preciso que o mundo venha abaixo para resolver a questão do câmbio no Brasil. Espero que pelo menos este benefício de ter uma desvalorização moderada a crise traga." Para ele, a valorização do real foi grande demais. Nogueira Batista disse que o Banco Central pode contribuir para a desvalorização do real dando continuidade ao processo de redução das taxas de juros e intervindo no mercado. No ano, o dólar ainda acumula queda de 7,07%.

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