Crise líbia derruba preços agrícolas

A escalada de violência na Líbia derrubou vários mercados ontem, entre eles os de commodities agrícolas. Avessos ao risco, investidores preferiram comprar ativos considerados seguros, como ouro e títulos da dívida dos Estados Unidos. Em Chicago, as cotações da soja, do milho e do trigo caíram o máximo permitido pela bolsa. O contrato maio da soja cedeu 5%, para US$ 13,11 por bushel; a mesma posição do milho recuou 4,17%, para US$ 6,9025 e a do trigo baixou 7%, para 7,9575.

Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

O petróleo segue se valorizando. Ontem subiu 6%, e a avaliação é que a elevação dos custos da energia pode prejudicar a recuperação da economia global, o que afetaria a demanda por commodities. Mas analistas também ponderaram que após subir de forma contínua desde o último trimestre do ano passado, os mercados agrícolas estavam sujeitos a uma realização de lucros. Além disso, a soja, por exemplo, tem seus próprios fatores negativos, como a diminuição das compras da China e o avanço da colheita no Brasil, que neste ano deve render o recorde de 70 milhões de toneladas.

O mercado de cacau andou na contramão e alcançou máxima de 32 anos na Bolsa de Nova York, depois que o presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, prorrogou a suspensão das exportações do país. O objetivo é pressionar seu adversário, Laurent Gbagbo, a deixar o poder. O contrato maio subiu 2,50%.

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