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Crise na Europa está aumentando, diz Lagarde

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou ontem que a crise da União Europeia está "aumentando" e requer ação também de países de fora do bloco. "A crise não apenas está se desdobrando, mas aumentando", afirmou Lagarde durante evento em Washington.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h08

Segundo ela, o panorama econômico mundial "não é particularmente auspicioso", mas sim "bastante sombrio". "Não é uma crise que será resolvida por um grupo de países tomando ações", destacou. "Ela deve ser resolvida por todos os países, por todas as regiões."

Lagarde falou durante conferência no Departamento de Estado. Ela pediu "o apoio da comunidade internacional, provavelmente canalizado pelo FMI, organizando a responsabilidade financeira coletiva, a solidariedade fiscal" e também o compartilhamento de riscos para se superar a crise da dívida na UE.

A diretora-gerente do FMI disse que, se não houver uma união e a tomada compartilhada de riscos, mas sim o aumento do protecionismo e do isolamento, o quadro será similar ao dos anos 30, "e o que ocorreu então não é algo que estamos buscando".

Ainda ontem, a Rússia anunciou que pode emprestar até US$ 20 bilhões para o FMI, para que este ajude os países problemáticos da zona do euro, segundo afirmou Arkady Djorkovich, assessor do presidente russo, Dmitri Medvedev. De acordo com ele, a Rússia emprestaria US$ 10 bilhões adicionais, além dos US$ 10 bilhões empenhados em 2009. / DOW JONES NEWSWIRES

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