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Crise na UE e nos EUA agravou desaceleração, diz Coutinho

Apesar da piora no cenário internacional, presidente do BNDES afirma que perspectivas de investimento no País continuam firmes

Alexandre Rodrigues e Daniela Amorim, da Agência Estado,

31 de outubro de 2011 | 13h17

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que o agravamento da crise econômica na Europa e as perspectivas pessimistas nos Estados Unidos agravaram uma "desaceleração programada" da economia brasileira.

"Houve uma piora no mercado internacional, que acentuou uma decisão programada de desaceleração iniciada pelo governo com medidas no começo do ano. A ele se superpôs o efeito da crise internacional. O governo brasileiro tem recursos e capacidade para ultrapassar esse processo de desaceleração", disse Coutinho.

Segundo Coutinho, os investimentos na economia brasileira se mantêm firmes no Brasil, apesar do cenário internacional adverso.

"As perspectivas de investimento continuam firmes. Não ocorreu um cancelamento de projeto. Ao contrário, temos visto uma sequencia de anúncios de investimentos de várias empresas internacionais, como no setor automotivo, numa demonstração clara de confiança no mercado brasileiro e na capacidade da economia continuar crescendo e mantendo um ciclo de investimentos", disse Coutinho, reforçando que, na sua visão, o investimento seguirá crescendo principalmente na área de infraestrutura. 

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