Crise não acabou e reformas precisam ser globais, diz Sarkozy

Presidente francês elogia esforço coordenado na Europa e diz que reforma não pode parar na região

Priscila Arone, da Agência Estado

15 Outubro 2008 | 15h13

A crise financeira não acabou e as reformas para ordenar as coisas devem acontecer em todo o mundo, não apenas no âmbito da Europa, disse o presidente da França, Nicolas Sarkozy. "Esta crise é apenas mais uma. Precisamos reformar o sistema e a reforma precisa ser global", disse Sarkozy durante reunião de cúpula de dois dias da União Européia (UE) em Bruxelas.  Veja também:Na Índia, Lula defende união mundial contra crise financeiraConsultor responde a dúvidas sobre crise  Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  "Durante a semana passada, iniciativas tomadas na Europa permitiram que déssemos a primeira resposta global para a crise financeira", disse o presidente francês. "Esta crise ainda não acabou, mas pela primeira vez os europeus mostraram sua capacidade de agir em situações de emergência de forma coordenada", afirmou Sarkozy. "A reforma não pode parar na Europa. A economia é global."  Para Sarkozy, a governança econômica global é muito fragmentada e é necessária uma nova forma de acordo de Bretton Woods para administrar os mercados financeiros e assegurar a estabilidade. "Eu proponho uma reunião de cúpula internacional no final do ano, preferencialmente em Nova York, onde tudo começou", disse o presidente da França. Ele disse ter proposto um princípio pelo qual nenhuma instituição financeira poderá evitar submeter-se à regulamentação e à supervisão.  "Eu penso, por exemplo, sobre a necessária disciplina que precisamos impor às agências de classificação de risco e à supervisão que precisa ser exercida sobre os fundos de hedge", disse Sarkozy. "Nós também precisamos agir para eliminar 'áreas de sombra' que enfraquecem nossos esforços de coordenação, incluindo paraísos fiscais", afirmou.

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