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Crise não afeta remuneração de executivos

Reajuste médio em 2008 foi de 7,5% para os cargos do alto escalão, acima da inflação

Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

A remuneração dos executivos no Brasil ainda não sofreu o impacto da crise econômica mundial. De acordo com levantamento da consultoria de recrutamento de executivos Boyden do Brasil, o reajuste salarial médio registrado em 2008 foi de 7,5% para os cargos de gerentes, diretores, superintendentes e presidentes. O estudo analisou 72 empresas sediadas no Brasil, com faturamento superior a US$ 50 milhões. Para 2009, as companhias projetam um aumento salarial de 6,4%, com base na estimativa de inflação de 5,2% no ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor. "Os números mostram que o Brasil não sentiu ainda os impactos da crise", diz o diretor associado da Boyden do Brasil, Joel Garbi. Ele acredita que os efeitos do arrefecimento da economia devem ser sentidos ao longo desse ano. "O reajuste provavelmente será menor, porque a inflação deve ser inferior à projeção das empresas."Pela primeira vez em dez anos, o levantamento apontou um reajuste expressivamente acima da média entre executivos de diferentes setores. Nas empresas com faturamento acima de US$ 200 milhões, os diretores de Recursos Humanos (RH) e Suprimentos tiveram uma variação salarial superior a 15%. Segundo Garbi, com a crise, essas áreas passaram por uma mudança de papel nas grandes empresas. "O capital humano e a gestão de fluxo de caixa começaram a ser mais valorizados. " O enfoque no corte de custos levou a uma valorização dos profissionais da área de Suprimentos. No caso do RH, a valorização do executivo indica uma preocupação maior na retenção e atração de talentos. "As empresas não querem perder um funcionário bem treinado em tempos de crise."A presidente da seccional paulista da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Elaine Saad, ressalta que havia uma defasagem salarial nos executivos da área em relação aos demais. "Essa discrepância foi corrigida de forma mais enfática no ano passado", afirma. Segundo ela, após a crise, o RH passou a ter maior importância dentro das empresas. "As pessoas passaram a ser um diferencial competitivo maior que a tecnologia e o capital monetário", afirma. Garbi acredita que a valorização desses executivos deve ocorrer também nas companhias de menor faturamento a partir desse ano. "Existe uma grande possibilidade de vermos essa migração", afirma. Elaine, da ABRH, diz que já enxerga em pequenas empresas o interesse pela gestão de pessoas. "Observamos que essas empresas passaram a constituir uma diretoria de recursos humanos." O levantamento também analisou os efeitos da crise nos bônus pagos aos executivos. As empresas pagaram 85% do total projetado para remuneração no início de 2008. "Algumas companhias relacionam o pagamento desses bônus ao cumprimento de metas, que podem não ter sido atingidas por causa da crise", diz Garbi. REMUNERAÇÃO7,5% foi o reajuste médio do salário dos executivos em 2008 nas 72 empresas analisadas pelo estudo da consultoria Boyden do Brasil. O aumento superou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, de 6,2% no ano passado. 6,4% é o aumento salarial médio previsto para 2009. O levantamento considera os cargos de gerente, diretor, superintendente e presidente de companhias com faturamento acima de US$ 200 milhões.

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