Crise não deve ofuscar necessidade de reformas estruturais, diz Banco Mundial

O presidente da instituição, Robert Zoellick, disse que a UE está ‘caminhando em uma linha tênue’ 

Álvaro Campos, da Agência Estado,

19 de abril de 2012 | 11h55

WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que os líderes europeus precisam garantir que estão incentivando o crescimento econômico da região, ao mesmo tempo em que adotam medidas para combater a crise da dívida. Mas, do outro lado, a crise não pode ofuscar a necessidade de reformas estruturais.

Zoellick, que termina seu mandato de cinco anos em junho, disse que a União Europeia está "caminhando em uma linha tênue" e que as recentes ações do Banco Central Europeu (BCE) apenas compraram tempo. Ele afirmou que os governos europeus terão de adotar novas medidas, "não apenas com foco na austeridade e na estabilidade macroeconômica, mas é preciso fazer isso em um contexto de crescimento".

Segundo Zoellick, medidas para incentivar a demanda são importantes, em parte, para garantir que as reformas necessárias ainda tenham apoio popular, especialmente em países como Espanha e Itália, que enfrentam grandes desafios para a implementação das duras medidas de austeridade.

Esta semana, a diretoria do Banco Mundial escolheu o coreano-americano Jim Yong Kim como novo presidente da instituição, mantendo a tradição de 70 anos de líderes escolhidos pelo governo dos EUA. Mas dessa vez ele enfrentou o desafio de países emergentes, que apoiavam uma ministra nigeriana para o cargo.

Zoellick disse hoje acreditar que seu sucessor fará "um ótimo trabalho" e que estava feliz em transmitir para ele um banco com uma boa base de recursos. As informações são da Dow Jones.

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