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Crise não é justificativa para fusão, diz Cade

Caso Sadia/Perdigão deve ser julgado até o fim do ano

Isabel Sobral, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, declarou ontem que a crise financeira não deve servir de justificativa para fusões empresariais que prejudiquem os consumidores, mesmo que isso signifique fortalecimento mundial da atuação dessas empresas. "Nem crise, nem globalização justificam sacrifício aos consumidores e a concorrência interna significa ganho de eficiência para as empresas também no mercado externo", afirmou Badin, sem citar diretamente a recém-anunciada fusão da Sadia e da Perdigão, que resultou na Brasil Foods (BRF) empresa que se tornará uma das maiores exportadoras brasileiras. A fusão, anunciada na terça-feira, será hoje apresentada aos conselheiros do Cade pelos presidentes dos Conselhos de Administração das empresas, Nildemar Secches (Perdigão) e Luiz Fernando Furlan (Sadia). Formalmente, as companhias têm até o dia 9 de junho para registrar a operação no Cade e nas secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae) e de Direito Econômico (SDE). É comum que executivos de grandes empresas que se unem queiram esclarecer o conselho pessoalmente sobre as operações. Badin disse não ter conhecimento dos números que envolvem o surgimento da BRF, "além do que saiu na imprensa". Por isso, evitou avaliar o mérito do negócio. "Qualquer manifestação minha agora seria precipitada e até leviana." Mas, completou: "É um caso importante, pelo tamanho das empresas envolvidas, e posso garantir que será analisado com tranquilidade, independência e tecnicidade, como em todos os casos." O presidente do Cade espera que o julgamento da operação possa ocorrer até o final do ano. Ele explicou que o procedimento de análise de fusões pelo órgão não considera apenas a "simples soma das participações de mercado das empresas". Também é considerado se há ou não barreiras à entrada de novos competidores e a possibilidade de importações para concorrer com os produtos daquela fusão. "O que o Cade reprime é o poder econômico para fixar preços unilateralmente, o que pode ou não ocorrer a depender dessas condições", completou. Badin informou ainda que a crise fez cair em cerca 35%, para 125, o número de fusões e aquisições empresariais registradas nos órgãos de defesa da concorrência do Brasil nos primeiros quatro meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. "Atribuo isso à necessidade dos empresários de pararem para avaliar melhor o cenário econômico em razão da crise mundial", disse Badin..

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