Crise não vai afetar captação, diz Gabrielli

Segundo o presidente da Petrobrás, empresa já enfrentou cenários internacionais piores, como durante a crise de 2009, quando captou US$ 6 bilhões

MÔNICA CIARELLI , SERGIO TORRES / RIO , O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h05

A crise financeira internacional não afetará os planos de captação de recursos da Petrobrás, afirmou ontem o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, durante palestra no 7.º Fórum Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) de Óleo e Gás, no Rio de Janeiro.

De acordo com Gabrielli, a Petrobrás já enfrentou períodos de maior retração do mercado de capitais internacional. Ele citou como exemplo o fato de a companhia ter conseguido captar US$ 6 bilhões em janeiro de 2009, no auge da crise motivada pela quebra do banco americano Lehman Brothers.

Para viabilizar seu plano de negócios até 2015, a estatal terá de captar anualmente de US$ 7 bilhões a US$ 12 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. A quantia ainda é imprecisa por causa da indefinição quanto ao valor futuro do barril de petróleo. A Petrobrás trabalha com duas perspectivas: a do barril custar ou US$ 80 ou US$ 95.

A maior parte dos recursos deverá ser levantada no exterior, disse Gabrielli. Atualmente, 54% do endividamento da empresa está em moeda estrangeira.

Além de captações, o presidente reafirmou que a companhia pretende se desfazer de cerca de U$ 13,6 bilhões em ativos. Pouco menos da metade desses recursos serão obtidos com a venda de recebíveis. O restante virá da venda de participações em blocos exploratórios e em desenvolvimento de produção e de ações de companhias que estão no portfólio de investimento da Petrobrás.

Gabrielli procurou minimizar os impactos da crise financeira europeia nos planos da Petrobrás. "Já vivemos situações financeiras tão graves como a de hoje", declarou em entrevista após o evento. As áreas do projeto Varredura, que busca descobrir petróleo em campos maduros nas bacias de Campos (RJ) e do Espírito Santo, já produzem 122 mil barris de petróleo por dia, anunciou Gabrielli.

Segundo ele, o Varredura já atingiu descobertas de 2,2 bilhões de volumes recuperáveis no pós-sal e no pré-sal. "Estamos planejando perfurar 67 poços exploratórios entre 2011 e 2015", afirmou o presidente.

O plano exploratório da Petrobrás para 2012 inclui a perfuração 75 novos poços exploratórios no ano que vem: 22 na Bacia de Santos (SP); 19 em Campos; 11 na Bacia do Espírito Santo; nove na bacia de Sergipe/Alagoas; cinco na Bacia do Jequitinhonha (MG); cinco nas Bacia do Ceará e de Potiguar; três nas bacias de Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas;e um na Bacia de Pelotas (RS).

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