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Crise no mercado só ameaça Brasil em 2008, dizem analistas

Mesmo com turbulências mundiais, especialistas apostam em crescimento mais forte do PIB em 2007

MARCELO REHDER E FABIO GRANER, Agencia Estado

12 de agosto de 2007 | 10h55

Pode até parecer um contra-senso, mas os analistas mantêm a aposta num crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2007, apesar das turbulências que tomam conta do mercado financeiro mundial.  Para eles, um possível impacto da atual volatilidade só afetaria o desempenho da economia brasileira a partir do próximo ano, caso a crise perdure por um período mais longo e deixe de ter um caráter apenas financeiro e passe a atingir o nível de atividade de países como os Estados Unidos e os da Europa.''O crescimento deste ano já está dado'', diz o economista Sergio Vale, da consultoria MB Associados. ''As decisões de investir, produzir, importar e oferecer serviços já estão relativamente consolidadas e não têm como mudar muito esse cenário agora, a não ser que ocorresse um colapso do sistema bancário internacional.''Para Vale, o impacto da atual turbulência dos mercados mundiais sobre a atividade econômica brasileira este ano será bastante reduzido. Tanto que a MB revisou sua previsão para o PIB de 2007 de 4,5% para 4,9%, com base nos últimos números da indústria.Na opinião de Celso Toledo, economista-chefe da MCM Consultores Associados, a probabilidade da crise financeira virar uma recessão mundial é muito reduzida. ''Os efeitos para o Brasil tendem a ser pequenos, pois estamos crescendo a uma taxa muito robusta para nossos padrões, que pode até diminuir um pouquinho perto do que poderia ser.'' A MCM está revisando sua estimativa para o PIB de 4,3% para um número entre 4,5% a 5%.O vendaval financeiro não mexeu na confiança do governo brasileiro de que o País está preparado para enfrentar as turbulências, inclusive se a situação piorar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o Brasil está em situação confortável para passar por mais essa turbulência sem maiores problemas.   E o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, destacou a ''absoluta normalidade''' do mercado financeiro nacional, a maior resistência do País a choques e, quase que de passagem, mencionava que o BC estava ''monitorando'' a situação. Na quinta e na sexta-feira, o BC brasileiro retirou dinheiro de circulação do mercado, por excesso de liquidez, situação oposta à enfrentada por seus pares internacionais.

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