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Crise nos Estados Unidos impactaria o mundo, diz Meirelles

Segundo presidente do Banco Central, porém 'economia mundial continua, pelo menos até o momento, saudável'

Jamil Chade, do Estadão,

10 de setembro de 2007 | 14h12

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles garantiu nesta segunda-feira, 10, que "a economia mundial continua, pelo menos até o momento, saudável". Meirelles, que participa de reunião entre os principais bancos centrais do mundo na Basiléia, admite, porém, que existe "uma certa desaceleração da economia nos Estados Unidos". Segundo ele, caso haja uma crise "mais séria" na economia americana, as conseqüências seriam para todo o mundo.  Contribuindo para a visão de que haverá uma recessão na economia norte-americana, o banco Morgan Stanley revisou para baixo nesta segunda as suas expectativas de crescimento para os Estados Unidos e para a zona do euro.  Em relatórios divulgados nesta segunda e obtidos pela Agência Estado, o banco previu que a economia norte-americana deve crescer 2,4% no terceiro trimestre deste ano, abaixo do prognóstico anterior de expansão de 2,6%.  "Graças ao choque do abrupto aperto das condições financeiras, os riscos negativos para o crescimento dos EUA se transformaram em realidade. Há três semanas, nós acreditávamos que a então emergente crise de liquidez ameaçava produzir crescimento global mais fraco, inflação mais baixa e ações dos bancos centrais para compensar esse choque de crédito. Isso foi naquela ocasião", disse o banco. "Agora, está claro que o cenário de risco, pelo menos para a economia dos EUA, se tornou uma realidade. Puxado por uma recessão no setor imobiliário mais profunda e prolongada, nós esperamos agora que o crescimento dos EUA ficará em média em apenas 2% nos próximos seis trimestres", previu o banco. Para 2008, a previsão de crescimento da economia norte-americana foi reduzida de 2,6% para 2,%.

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