Crise nos EUA pode fazer BC elevar os juros no Brasil

A crise americana praticamente enterrou a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) voltar a reduzir a taxa Selic a curto prazo e, possivelmente, até o fim do ano. Entre os mais pessimistas, há risco até mesmo de o País ser obrigado a mudar o rumo da política monetária e ter de elevar os juros nos próximos meses, algo impensável entre os especialistas até o fim do ano passado.Para a primeira reunião do ano, que começa amanhã e termina na quarta-feira (dia 23), a aposta unânime dos especialistas, segundo pesquisa da Agência Estado com 62 instituições do mercado financeiro, é de manutenção dos juros em 11,25% ao ano. A surpresa poderá aparecer no comunicado que o Banco Central (BC) divulga após o encontro, mais especificamente no placar de votação. Segundo os analistas, a abertura dos votos dará uma boa sinalização do que pode vir pela frente. Há quem aposte em alta dos juros já na reunião de abril.Na avaliação dos economistas, a principal preocupação é que a turbulência externa pressione ainda mais a inflação no País. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro do ano passado não trouxe boas notícias, levando o índice a encerrar o ano com variação próxima à meta de 4,5% e acima das expectativas de mercado, diz a economista do Banco Fibra Maristella Ansanelli. Esse fator sozinho já justificaria postura mais cautelosa do BC. Mas junta-se a isso a demanda interna aquecida e, agora, a incerteza internacional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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