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As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Crise perde força e índice tem a melhor de 18 semanas

Enxergando arrefecimento da crise para todo lado que olhou, o investidor detonou ordens maciças de compras de ações, levando a Bovespa à maior escalada semanal desde a virada do ano.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

08 de maio de 2009 | 18h10

Com um rali de última hora, o Ibovespa fechou a sexta-feira valorizado em 2,67 por cento, aos 51.395 pontos, praticamente zerando os efeitos da realização de lucros da véspera, após seis sessões consecutivas no azul.

O giro financeiro da sessão foi de 4,98 bilhões de reais.

Concluindo uma semana recheada de notícias de melhora de indicadores econômicos em várias partes do planeta, nesta sexta-feira os Estados Unidos divulgaram que seu mercado de trabalho desacelerou o ritmo de demissões em abril, o que surpreendeu analistas.

Em outra frente, o temor de mais quebradeira no setor financeiro norte-americano também perdeu força após a divulgação de testes de estresse. O programa do governo dos EUA apontou que 10 instituições têm que levantar outros 74,6 bilhões de dólares em capital para retomarem a solidez, notícia recebida com certo otimismo pelo mercado, que temia novidades ainda piores.

Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, resumiu o sentimento de analistas sobre o atual momento do mercado. "A crise já começa a ser vista pelo retrovisor", afirmou.

Em Wall Street, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 1,96 por cento.

No caso brasileiro, o otimismo ganhou força adicional à medida que casas de investimentos começaram a rever para cima suas projeções para o Ibovespa este ano. O Citigroup elevou a recomendação do mercado acionário brasileiro de neutro para acima da média do mercado, elevando a projeção para o Ibovespa em dezembro de 55 mil para 60 mil pontos.

Assim, mesmo investidores pareciam mais ariscos à ideia de continuar comprando ações no início do dia, quando o Ibovespa chegou a operar no vermelho, se renderam ao otimismo geral.

Ações de bancos e de empresas de commodities ditaram o ritmo. A ação preferencial da Petrobras, na trilha da alta do petróleo, subiu 3,2 por cento, a 33 reais.

BM&F Bovespa saltou 7,8 por cento, para 10,10 reais, a maior alta do índice, no dia em que sua ex-parceira Cetip teve 30 por cento do capital comprado pelo fundo Advent International por 360 milhões de reais.

B2W, controladora dos sites de comércio eletrônico Submarino e Lojas Americanas, foi uma das raras baixas do dia, recuando 3,6 por cento, a 33,30 reais, depois de ter divulgado queda nos lucros do primeiro trimestre.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Eduardo Simões)

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