Crise pode dificultar privatizações na Grécia

O presidente da recém-formada agência de privatizações da Grécia afirmou hoje que os ambiciosos planos do país de levantar 9 bilhões de euros com a venda de ativos no ano que vem são factíveis, mas alertou que o sucesso do projeto vai depender da forma como se desenvolver a crise da dívida da União Europeia (UE). Em entrevista ao jornal Kathimerini, o executivo-chefe do Fundo de Desenvolvimento de Ativos da República Helênica, Kostas Mitropoulos, disse que a meta no ano que vem "será apresentada na prática".

FILIPE DOMINGUES, Agencia Estado

27 de novembro de 2011 | 16h17

"Eu diria que a meta é factível", acrescentou. "Mas a realidade é que as suposições (para o orçamento) ainda precisam ser provadas. Para que haja vendedores, é preciso ter também compradores". Citando o fracasso do leilão de bônus da Alemanha na semana passada, Mitropoulos disse que "se isso continuar, estou certo de que teremos problemas em encontrar compradores para nossos ativos".

Para este ano, o governo grego planejava inicialmente levantar até 5,5 bilhões de euros com a venda de ativos e almejava alcançar a meta de 50 bilhões de euros até 2015, considerada por muitos cada vez menos realista. Agora, espera obter apenas 1,8 bilhão de euros neste ano. Mitropulos espera levantar outros 3,3 bilhões de euros com privatizações nos três primeiros meses de 2012. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Gréciaeconomiaprivatizações

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.