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Crise pode eliminar municípios do mapa

Na corrida para cortar gastos em meio à queda na arrecadação, nem a decoração de Natal foi poupada

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

Além de reduzir drasticamente gastos com infraestrutura e projetos sociais, centenas de cidades europeias reduziram também os gastos com a decoração das festas de fim de ano. Somente na Espanha, as principais cidades cortaram em 49% seus gastos com energia para as luzes de Natal.

Entretanto, caso seja necessário colocar em prática alguns dos projetos ao redor do continente, os municípios que só tiveram de reduzir os gastos com decoração natalina poderão se considerar felizes. Em países afetados pela crise da dívida, cogita-se a total eliminação de algumas cidades. Projetos tramitam para reduzir o número de municípios independentes, abolindo assim gastos com salários de câmaras de vereadores e prefeitos.

O projeto mais ambicioso neste sentido vem da Grécia, País atingido por uma forte crise, ainda vivendo uma recessão e recentemente socorrido por um pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). A ideia do governo grego é reduzir o número de cidades das atuais 1.034 para apenas 325. Assim, reduziria o número de órgãos municipais, como câmaras, prefeituras e secretarias, de 6 mil para pouco mais de 2 mil. Por causa da dívida galopante, projetos similares começam a aparecer na Itália, Espanha e França.

Nota de crédito. Além de ficar sem a ajuda dos governos federais, muitas cidades estão enfrentando uma redução no seus ratings, o que na prática acaba fechando a possibilidade de financiamento no mercado. A agência Moody"s, por exemplo, anunciou na semana passada que poderá rebaixar a nota de risco de crédito de cidades como Florença e Barcelona. O País Basco, na Espanha, e a cidade de Lisboa já foram rebaixadas pela Standard & Poor"s. As regiões da Catalunha e de Valência optaram por emitir papéis de suas dívidas e apelar para que os cidadãos ajudem a financiar as contas públicas.

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