Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Crise pode motivar criação de negócios inovadores

Empresários e executivos que participaram do evento afirmaram que agenda sustentável é viável mesmo na recessão

Impresso

09 Dezembro 2016 | 08h15

A recessão econômica que o Brasil atravessa pode ser um momento para criação de novos negócios que garantam sustentabilidade social e ambiental, segundo avaliação de Pedro Passos, fundador e presidente do conselho de administração da Natura, empresa reconhecida como uma das mais sustentáveis do mundo.

“Na crise, existem possibilidades e, hoje, tem muita informação e coisas novas acontecendo para serem aproveitadas. Tem, por exemplo, o ‘big data’ e o modelo de negócio colaborativo, como o do Uber. Dá pra fazer inovação e bons negócios do ponto de vista econômico”, afirmou Passos, que participou da cerimônia de entrega do Prêmio Eco Brasil 2016, promovido pela e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e pelo Estadão.

De acordo com Passos, algumas crises econômicas e políticas podem reverter a agenda sustentável, mas a preocupação com o tema já tem um espaço sólido entre empresários, governos e consumidores.

O empresário Flávio Rocha, presidente da rede de lojas Riachuelo, também participou da entrega do prêmio em um debate sobre tendências e perspectivas na área, ao lado de Alexandre Borges, presidente da empresa de produtos naturais Mãe Terra, e de Eduardo Gouveia, presidente da Alelo, de cartões de benefícios.

Para Rocha, o dilema entre margem de lucro e sustentabilidade é falso. “Soluções tecnológicas eliminam hoje o desperdício e são um caminho, não para onerar as empresas, mas para aumentar a eficiência. Não necessariamente fazer o ambientalmente correto implica em maiores custos. Muitas vezes representa uma economia com energia, por exemplo. Se (uma iniciativa) não tiver também sustentabilidade financeira, ela vira mera militância”, disse ao Estado.

Rocha destacou que os consumidores são, hoje, conscientes da necessidade de preocupação com a sociedade e com o meio ambiente. “O consumidor do passado perguntava quanto custava a mercadoria. O atual quer saber por que deve comprar da sua empresa.” Alexandre Borges também frisou que é importante considerar o preço dos produtos e das iniciativas, mas que é possível resolver a equação que permite o investimento em mercadorias e projetos corretos do ponto de vista socioambiental. “Se você não considerar o preço, não tem como crescer”, frisou. A Mãe Terra trabalha para que a diferença de preço entre seus produtos orgânicos e os concorrentes tradicionais não seja superior a 30%. A escala também favorece a companhia. Segundo Borges, produtos sustentáveis precisam ser desenvolvidos já levando em conta qual será o preço final, o que permite a viabilização do projeto.

No painel que antecedeu a entrega do prêmio, o presidente da Alelo, Eduardo Gouveia, falou sobre o projeto da companhia para incentivar a alimentação saudável entre os trabalhadores. Desde 2013, a empresa tem um portal na internet com informações sobre hábitos alimentares e saúde que podem ajudar no aumento da produtividade dos funcionários das empresas.

A recessão econômica que o Brasil atravessa pode ser um momento para criação de novos negócios que garantam sustentabilidade social e ambiental, segundo avaliação de Pedro Passos, fundador e presidente do conselho de administração da Natura, empresa reconhecida como uma das mais sustentáveis do mundo.

“Na crise, existem possibilidades e, hoje, tem muita informação e coisas novas acontecendo para serem aproveitadas. Tem, por exemplo, o ‘big data’ e o modelo de negócio colaborativo, como o do Uber. Dá pra fazer inovação e bons negócios do ponto de vista econômico”, afirmou Passos, que participou da cerimônia de entrega do Prêmio Eco Brasil 2016, promovido pela e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e pelo Estadão.

De acordo com Passos, algumas crises econômicas e políticas podem reverter a agenda sustentável, mas a preocupação com o tema já tem um espaço sólido entre empresários, governos e consumidores.

O empresário Flávio Rocha, presidente da rede de lojas Riachuelo, também participou da entrega do prêmio em um debate sobre tendências e perspectivas na área, ao lado de Alexandre Borges, presidente da empresa de produtos naturais Mãe Terra, e de Eduardo Gouveia, presidente da Alelo, de cartões de benefícios.

Para Rocha, o dilema entre margem de lucro e sustentabilidade é falso. “Soluções tecnológicas eliminam hoje o desperdício e são um caminho, não para onerar as empresas, mas para aumentar a eficiência. Não necessariamente fazer o ambientalmente correto implica em maiores custos. Muitas vezes representa uma economia com energia, por exemplo. Se (uma iniciativa) não tiver também sustentabilidade financeira, ela vira mera militância”, disse ao Estado.

Rocha destacou que os consumidores são, hoje, conscientes da necessidade de preocupação com a sociedade e com o meio ambiente. “O consumidor do passado perguntava quanto custava a mercadoria. O atual quer saber por que deve comprar da sua empresa.” Alexandre Borges também frisou que é importante considerar o preço dos produtos e das iniciativas, mas que é possível resolver a equação que permite o investimento em mercadorias e projetos corretos do ponto de vista socioambiental. “Se você não considerar o preço, não tem como crescer”, frisou. A Mãe Terra trabalha para que a diferença de preço entre seus produtos orgânicos e os concorrentes tradicionais não seja superior a 30%. A escala também favorece a companhia. Segundo Borges, produtos sustentáveis precisam ser desenvolvidos já levando em conta qual será o preço final, o que permite a viabilização do projeto.

No painel que antecedeu a entrega do prêmio, o presidente da Alelo, Eduardo Gouveia, falou sobre o projeto da companhia para incentivar a alimentação saudável entre os trabalhadores. Desde 2013, a empresa tem um portal na internet com informações sobre hábitos alimentares e saúde que podem ajudar no aumento da produtividade dos funcionários das empresas.

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