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Crise política não afeta investimentos, diz BC

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou nesta quinta-feira que a crise política não deve afetar o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o Brasil, porque, segundo ele, a decisão de investimento está baseada no longo prazo e está mais relacionada a fatores como risco País e à expectativa em torno do crescimento econômico e da estabilidade de preços. "O investidor sempre olha para o longo prazo e quer estar bem posicionado em um País com expectativa de crescimento e estabilidade", disse Altamir. Mas o chefe do Depec reconheceu que o investidor pode, em um ambiente desfavorável, postergar essa decisão. "Ele pode até fazer uma parada para estudar o cenário. Mas não vai deixar de fazer investimentos", disse.Segundo o chefe do Depec, a projeção de IED em US$ 18 bilhões para este ano é consistente, embora, para que ela seja atingida, o País tenha de receber uma média de praticamente US$ 2 bilhões por mês até o final do ano. Em setembro, para se ter uma idéia, a expectativa do próprio BC é de US$ 1,3 bilhão. Segundo Altamir, a projeção é feita com base em sondagens junto a investidores. E, de acordo com ele, se alguma dos investimentos for adiado, deve impactar a projeção do ano que vem. Ou seja, haveria uma elevação do volume estimado para o próximo ano. Ele também defendeu que o fato de no ano que vem o BC repetir a projeção de IED deste ano é positivo, pois o nível de US$ 18 bilhões é bom para o País. Ele lembrou que, no período anterior às privatizações, o Brasil praticamente não recebida IED. Depois, recebeu volumes muito elevados, em virtude das privatizações. E, agora, está em um nível favorável sem eventos específicos. "Nossa tendência é comparar com o período do processo de privatizações. Mas o fluxo nos períodos mais recentes é muito bom para o nosso histórico", afirmou Altamir.O presidente licenciado da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, também acredita que os últimos episódios envolvendo integrantes do PT, na compra de dossiê para comprometer candidatos tucanos, não devem afetar o desempenho da economia este ano. No entanto, segundo Monteiro Neto, é preciso ficar atento aos desdobramentos da crise política, porque ela pode afetar a percepção dos mercados, dos agentes econômicos e as decisões de investimento. Monteiro Neto, que é atualmente deputado federal e disputa uma nova vaga na Câmara, acredita, também, que as denúncias recrudescem o quadro político que, segundo ele, já era muito radicalizado e de disputas. "Essas denúncias foram inquietantes do ponto de vista da perspectiva da construção de um entendimento político do Brasil e da própria governabilidade para os próximos anos. É preocupante", avaliou. Ele, no entanto, evitou fazer uma avaliação sobre o impacto das denúncias no desempenho do presidente Lula nas pesquisas. "Não me arriscaria em fazer nenhuma avaliação desse tipo. É um quadro que deve ser acompanhado, porque pode produzir alguma alteração no quadro eleitoral", disse Monteiro Neto.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 16h28

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