WERTHER SANTANA/ESTADAO
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Crise política reforça cautela do investidor e Bolsa fecha em queda de 1%

Imbróglio político envolvendo Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e feriado nos Estados Unidos prejudicaram ativos brasileiros; dólar subiu a R$ 3,73

Eulina Oliveira, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 15h50
Atualizado 18 de fevereiro de 2019 | 18h37

A Bolsa de Valores abriu em queda e manteve-se no terreno negativo durante todo o dia, perdendo o nível dos 97 mil pontos. A cautela com relação ao cenário político conturbado deixou os investidores receosos. A ausência de negócios nos Estados Unidos, em razão de um feriado, também acentuou a cautela do mercado.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,04%, aos 96.509,89 pontos nesta segunda-feira, 18, enquanto o dólar à vista subiu 0,79% ante o real, a R$ 3,7344.

O mercado passou o dia em compasso de espera pela confirmação da demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, após ele ter sido chamado na semana passada de mentiroso pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o que foi endossado pelo presidente Jair Bolsonaro, pai de Carlos. A exoneração de Bebianno, esperada para esta segunda-feira, 18, não foi publicada no Diário Oficial da União durante os negócios, embora a informação seja de que Bolsonaro já a teria assinado.

Os temores no mercado são de que a crise política atrapalhe a articulação do governo para votação da reforma da Previdência, cuja proposta deverá encaminhada ao Congresso nesta quarta-feira, 20, por Bolsonaro. O senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, afirmou que a substituição ou não de Bebianno não altera o cenário para reformas. "O momento agora é de apaziguar", disse. Ele acrescentou que torce pela permanência do ministro, "mas é cargo de confiança".

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