Crise provoca 1 milhão de demissões na América Latina--Cepal

A crise global fez com que mais de 1 milhão de pessoas perdessem os empregos na América Latina até o final do primeiro trimestre, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Comissão Econômica das Nações Unidas para América Latina e Caribe (Cepal) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

REUTERS

11 de junho de 2009 | 14h28

Ao mesmo tempo, a visão das entidades é que a região está melhor preparada para resistir à freada da economia mundial.

A taxa de desemprego urbano na América Latina e no Caribe subiu 8,5 por cento no primeiro trimestre deste ano, ante 7,9 por cento um ano antes.

"A conjuntura atual mostra que os níveis de ocupação estão piorando", disse o comunicado conjunto da Cepal e OIT.

Os organismos estimaram que a taxa média anual de desemprego na região subirá para uma faixa de 8,7 por cento a 9,1 por cento.

"Isso significaria que entre 2,8 milhões e 3,9 milhões de pessoas poderiam somar-se aos 15,9 milhões de desempregados que havia em 2008 em áreas urbanas", de acordo com o boletim.

Cepal e OIT reconheceram que os governos latino-americanos têm dado passos importantes na adoção de políticas anticíclicas para atenuar os impactos negativos da crise e para estimular a demanda agregada da economia.

(Reportagem de Rodrigo Martínez)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROCEPALEMPREGO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.