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Crise russa faz Brasil parecer mais atraente

O desastre econômico da Rússia, envolvida numa disputa de fronteira com a Ucrânia que lhe rendeu severas sanções internacionais, evitou que o Brasil perdesse posições entre os países preferidos pelos investidores internacionais. Mesmo tendo recebido no ano passado 2,3% menos Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) do que em 2013, o Brasil avançou do 7.º para o 6.º lugar entre os principais receptores desses recursos. O avanço deveu-se ao fato de o fluxo de capitais para a Rússia ter despencado (queda de 69,7% em relação a 2013), empurrando o país para a 16.ª posição.

O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2015 | 06h57

De acordo com o mais recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 62,495 bilhões em investimentos estrangeiros produtivos no ano passado. O valor difere do divulgado pelo Banco Central (BC), que utiliza outros critérios e conceitos de aferição - em lugar do IED que divulgava em seus relatórios, o BC passou a calcular o Investimento Direto no País (IDP).

A lista da Unctad é liderada pela China (US$ 129 bilhões de IED no ano passado), seguida por Hong Kong (US$ 103 bilhões), Estados Unidos (US$ 92 bilhões), Reino Unido (US$ 72 bilhões) e Cingapura (US$ 68 bilhões). A Rússia, que em 2013 recebera US$ 68,9 bilhões em investimentos diretos, absorveu apenas US$ 20,9 bilhões no ano passado.

A decomposição, por setores da economia, dos investimentos externos mostra como as oscilações do mercado afetam as decisões. Embora o agronegócio continue a demonstrar grande dinamismo, evitando a redução mais acentuada do Produto Interno Bruto (PIB), o volume de capital estrangeiro destinado ao setor primário despencou no ano passado. Isso se deve à queda da cotação das commodities, tanto as agrícolas quanto, sobretudo, as minerais.

A despeito da crise em que se arrasta há anos, a indústria continua a merecer a atenção dos investidores. O total destinado ao setor manufatureiro alcançou US$ 22 bilhões no ano passado (aumento de 5%). Boa parte desse dinheiro é aplicada em projetos de maturação mais longa, como os do setor de petróleo e gás e a indústria automobilística. É uma indicação de que, pelo menos no exterior, há confiança na recuperação desses setores. Já o comércio, que absorveu US$ 6,8 bilhões, continua a ser o principal destino dos investimentos.

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