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Crise tende a contaminar encontro do Mercosul

CARACAS - Os cinco presidentes do Mercosul se encontram amanhã em Caracas sob a incômoda sombra da crise econômica que abate a região. A Cúpula será marcada pela volta oficial do Paraguai, suspenso em 2012 pelo impeachment do ex-presidente Fernando Lugo.

LISANDRA PARAGUASSU, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2014 | 02h04

O acontecimento ficará ofuscado pela possibilidade de um calote da Argentina. O encontro acontece na véspera do prazo final para o governo argentino pagar os holdouts. A presidente Cristina Kirchner avisou que não pode e não irá pagar. O calote tende a contaminar o debate na Cúpula. "O que o Mercosul pode fazer é dar apoio político. Certamente a presidente Cristina Kirchner vai levar isso à reunião", disse ao Estado um diplomata brasileiro.

O calote argentino teria efeito no comércio da região. Se entrar em calote, o país ficará sem crédito para garantir compras, o que pode agravar a situação em um momento em que o próprio Brasil sente a estagnação.

Entre os cinco países, Uruguai e Paraguai, que têm as menores economias, não sofrem tanto com o desaquecimento, mas tendem a ser contaminados com a crise na Argentina, o crescimento pífio brasileiro - estimado em menos de 1% no ano - e a quase falência venezuelana, que pode ter retração de até 3% no PIB. No Brasil, o comércio intrabloco caiu 15% este ano. Apenas Uruguai e Paraguai elevaram as exportações.

Tarifas. Em meio às más notícias, o governo brasileiro tentará aceleração da desgravação tarifária com os três países sul-americanos da Aliança do Pacífico, em uma conversa que já está bastante adiantada. A intenção é derrubar 100% das tarifas com Chile, Peru e Colômbia até dezembro. A presença da presidente chilena, Michele Bachelet, que pretende fazer uma proposta de diálogo com o Mercosul, aumenta as chances de um acordo sair. Os cinco países esperam, ainda, que o Equador possa anunciar a sua adesão ao bloco.

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