finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

''''Crisinha tudo bem, se for crisão danou''''

Ninguém resistiria a depressão nos EUA, diz Maria da Conceição Tavares

Adriana Chiarini, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2029 | 00h00

O Brasil está muito bem, mas se houver uma depressão nos Estados Unidos, nenhum país escapa, nem mesmo a China, acredita a economista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro, Maria da Conceição Tavares.''''Uma ''''crisinha'''' como esta, tudo bem. Se der um ''''crisão'''', danou'''', disse ela ontem, durante aula inaugural de um curso sobre desenvolvimento brasileiro, promovido pelo Centro Cultural Celso Furtado.Para a economista, que se orgulha de ser de esquerda e de ter tido formação estruturalista, mas também monetarista, ''''a única vantagem deste Banco Central conservador foi ter acumulado reservas''''. Ela citou também a diminuição da dívida externa pública como ponto positivo para o Brasil em relação às turbulências atuais. Lembrou, de outro lado, que existe uma dívida externa de curto prazo das empresas.Para Maria da Conceição, que tem diversos amigos no governo, entre os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil tem um potencial de crescimento maior que o do México, do Canadá e dos países da África, mas não igual aos da Ásia. O motivo, explicou, é que os asiáticos ''''ainda estão passando por um ciclo de urbanização e industrialização pesada'''' e o Brasil já é industrializado.Conceição acredita que o governo está certo em tentar, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), articular as forças do Estado com os agentes privados nacionais e estrangeiros, o que chama de tripé para melhorar os investimentos em infra-estrutura. ''''O que está atrasado é a infra-estrutura. O PAC vai rastejando, assim como o Plano de Metas do JK (ex-presidente Juscelino Kubitscheck) foi rastejando.''''''''PACIÊNCIA DE CÃO''''Ela elogiou a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pela ''''paciência de cão'''' à frente do seu cargo atual e também no anterior, como ministra de Minas e Energia. ''''Com o PAC, a pobre da ministra vai ter de articular uma coisa que está desarticulada há 20 anos'''', disse Conceição, que criticou muito o governo Fernando Henrique Cardoso, como costuma fazer, inclusive pelos problemas na energia.De acordo com Maria da Conceição, o Brasil não tem atualmente um modelo econômico definido. ''''Não é volta ao passado'''', disse. Ela acredita que o futuro do Brasil não é a Ásia e diz que o País também não passará por uma transformação que o leve a ter um perfil mais de exportador de commodities, como o Chile. ''''Exportamos manufaturas desde a década de 70'''', disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.