Cristina enfrenta grupo Clarín

Poucas horas antes de embarcar para San Carlos de Bariloche, a presidente Cristina Kirchner anunciou o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que acaba com o monopólio na radiodifusão. Em rede nacional de rádio e TV, Cristina acusou os meios de comunicação de seu país de terem "superpoderes" e alertou que "a liberdade de expressão não pode converter-se em liberdade de extorsão", em uma clara referência à briga que trava desde março do ano passado com o grupo Clarín, maior holding de mídia da Argentina. A presidente afirmou que o projeto "vai colocar à prova a democracia argentina". Cristina demonstrou confiança na aprovação da matéria ao dizer que a democracia "sairá vitoriosa"."Há outros poderes sutis e outros nem tão sutis que possuem a força suficiente para impor e arrancar decisões em quaisquer dos três Poderes a partir da pressão", criticou. A presidente argumentou que o setor de audiovisual hoje é de caráter comercial e há somente um pequeno espaço para o setor cooperativo, das ONGs. "O projeto vai mudar a forma estrutural do setor", destacou. Há uma semana, o governo tirou do grupo Clarín o monopólio para a transmissão dos jogos de futebol, quebrando um contrato de 18 anos.

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