Cristina Kirchner sanciona expropriação da YPF e nomeia novo diretor

A presidente argentina nomeou como gerente geral da YPF o engenheiro argentino Miguel Galuccio, com passagem pela própria empresa

Marina Guimarães, correspondente,

04 de maio de 2012 | 19h28

BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, assinou nesta sexta-feira, 4, o decreto que promulga a Lei de Soberania de Hidrocarbonetos, aprovada ontem pelo Congresso, que expropria 51% das ações da espanhola Repsol na YPF e declara os recursos energéticos de interesse público nacional. Cristina nomeou como gerente geral da YPF o engenheiro argentino Miguel Galuccio, de 43 anos, oriundo da província de Entre Rios, com passagem pela própria YPF e pela empresa Schlumberger, uma companhia global de serviços petrolíferos, onde foi diretor da divisão especial de exploração.

"Quando anunciei a recuperação do controle estatal da YPF, disse que teríamos uma gestão com perfil absolutamente profissionalizado, o que não significa que não pode ter uma direção política porque isso é mentira", disse Cristina, durante discurso na Casa Rosada. Segundo ela, "em nenhuma parte do mundo, pelo menos quando o mundo andava bem, as empresas não estavam alinhadas com os interesses de seus países. Sempre estiveram, e quando não estavam esses países implodiram, como agora." A presidente afirmou que a YPF terá de estar alinhada aos interesses do país e profissionalizada.

Galuccio começou a carreira como engenheiro do setor petrolífero na YPF, durante a presidência de Carlos Menem, que privatizou a companhia parcialmente em 1992. O engenheiro renunciou ao cargo em 1999, quando a Repsol comprou a maioria das ações da YPF. Ele é considerado um especialista em localização e perfuração de hidrocarbonetos não tradicionais, como o gás e o óleo de xisto, da área de Vaca Muerta, com potencial de ser a maior reserva desse tipo de combustível do mundo.

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