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Crítica de Dirceu é ?pronunciamento político?, rebate Febraban

O presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, disse hoje que as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, ontem, em São Paulo, cobrando dos bancos a redução dos juros, foram feitas em "pronunciamento político". Segundo ele, desde que o Banco Central iniciou, em junho, a trajetória de redução dos juros, as instituições financeiras vêem acompanhando esse movimento. Nos cálculos do presidente da Febraban, os bancos reduziram em média 10% a taxa cobrada no cheque especial. Ele ressaltou, no entanto, que a taxa básica de juros (Selic) não é o único elemento que influencia no valor cobrado pelos bancos. Outros dois fatores, na avaliação do presidente da Febraban, merecem destaque ao se analisar o spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o valor cobrado dos clientes nos empréstimos). O primeiro é a cunha fiscal onde, segundo Ferreira, o imposto de renda e a CPMF "oneram o aplicador" e o IOF e a CPMF oneram o tomador. O segundo fator apontado por Ferreira é a inadimplência. "Sei que o governo não pode abrir mão de receitas no momento de ajuste fiscal. Mas a sociedade tem que entender que os impostos oneram o custo dos empréstimos", afirmou Ferreira. "A legislação atual, que protege o mau pagador também onera as operações de crédito", completou o presidente da Febraban, ressaltando que por isso a entidade vem defendendo a aceleração das discussões no Congresso Nacional da nova Lei de Falências. Ferreira depõe neste momento na CPI da Serasa.

Agencia Estado,

16 de setembro de 2003 | 15h07

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