Pablo Martinez Monsivais/ AP
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Criticado, Obama diz que Washington não quer conter China

Governo chinês diz que EUA estão cada vez mais protecionistas e pede que país busque o livre comércio

REUTERS

16 de novembro de 2009 | 08h16

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira, 16, não estar tentando conter a China e pediu um comércio mais equilibrado entre as duas potências. "Nós não procuramos conter a alta da China", disse ele. "Pelo contrário. Nós saudamos a China como um forte e próspero membro da comunidade de nações", afirmou Obama durante sua primeira visita oficial à China, em meio a um giro pela Ásia.

O Ministério de Comércio da China, no entanto, fez críticas à política comercial dos Estados Unidos, que estaria se tornando cada vez mais protecionista. Funcionários do alto escalão do governo norte-americano que acompanham o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no giro pela Ásia rebateram as críticas chinesas e alegaram que os EUA estariam apenas impondo acordos comerciais existentes.

 

"Nós sempre percebemos os Estados Unidos e o Ocidente como economias de mercado, livres", disse Yao Jian, o porta-voz, durante uma entrevista coletiva. "Mas agora estamos vendo um lado protecionista. Isto não é normal nas relações comerciais entre China e Estados Unidos", declarou. "Esperamos que os Estados Unidos continuem buscando o livre comércio."

 

"Os Estados Unidos não estão mais protecionistas. O presidente é contrário ao protecionismo", rebateu hoje o secretário de comércio dos EUA, Gary Locke, em discurso a líderes empresariais norte-americanos em Pequim.

 

No mesmo evento, o embaixador Ron Kirk declarou que os EUA são "o mercado mais aberto do mundo", mas "muito dessa recente crise financeira está enraizada no fato de uma grande fatia do crescimento econômico e do comércio globais serem dependentes do consumo americano". Na noite desta segunda-feira, o ministro de Comércio da China, Chen Deming, se reunirá com Gary Locke para discutir as restrições comerciais bilaterais, disse Yao.

 

Uma série de disputas comerciais aumentou a tensão entre os dois países, especialmente depois da decisão norte-americana, tomada em setembro, de impor tarifas punitivas a exportadores chineses de pneus. Locke, por sua vez, disse hoje que considera o incidente das tarifas sobre pneus "um sinal da maturidade" das relações comerciais entre os dois países, uma vez que a disputa comercial foi resolvida no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Isso tudo é parte da ordem natural dos negócios", prosseguiu.

 

Segundo Locke, o volume total de produtos atualmente sujeito a medidas antidumping representa somente 3,6% de todas as exportações chinesas para os EUA. Já as medidas antidumping aplicadas por Pequim abrangem 4% das exportações americanas para a China. "Estamos quase na mesma", disse Locke.

A decisão sobre os pneus é especialmente controversa porque foi tomada com base em uma provisão especial de salvaguarda presente no acordo de adesão da China à OMC, por meio da qual as companhias americanas de pneus não são obrigadas a provar que as empresas chinesas estão realmente adotando práticas injustas de comércio.

 

A China acusa os EUA de aplicaram pesos e medidas diferentes, tratando o país como "economia de mercado" em casos envolvendo subsídios e não aplicando o mesmo critério em casos de dumping. Sobre o assunto, Locke afirmou que a China para ser reconhecida pela lei norte-americana de comércio como economia de mercado deve atender certos padrões previstos pelo Congresso, entre os quais maior compromisso com os direitos de propriedade intelectual. As informações são da Dow Jones.

 

(com Ricardo Gozzi, da Agência Estado)

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