Críticas do setor produtivo são legítimas, diz Genoino

A manifestação do setor produtivo de descontentamento com a queda de apenas 1,5 ponto porcentual da Selic, promovida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, tem legitimidade. A opinião é do presidente do PT, José Genoino, que esteve reunido com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, na sede da central, em São Paulo. "O importante é mantermos uma queda consistente dos juros, pois em economia um recuo ou uma reviravolta podem ser muito piores do que a adoção de medidas menos audaciosas", afirmou. Genoino rebateu a avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, de que a queda da Selic abaixo do desejável influenciaria a credibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A credibilidade de Lula não será abalada porque o País sabe que o presidente tem a determinação de baixar o desemprego", avaliou. "Estamos em uma travessia delicada, em que é preciso ter cautela. Nosso momento é de adotar iniciativas consistentes", complementou.O dirigente petista informou que sua visita a Marinho tinha o caráter institucional, pois seria a primeira visita do presidente da legenda após a eleição do sindicalista para presidir a CUT. "Temos respeito político pela CUT e sabemos da sua autonomia. Estamos aqui para fortalecer nossa parceria estratégica", argumentou. No encontro, os dois discutiram os problemas conjunturais vividos no País e, em especial, a reforma da Previdência. "As posições da CUT têm de ser respeitadas", afirmou, ao admitir, em seguida, que eventuais mudanças que o PT venha a aceitar na reforma da Previdência deverão priorizar os trabalhadores com os salários mais baixos.

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