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‘Críticas não assustam. Focaremos no trabalho’, diz representante do consórcio

Executivo diz que consórcio vencedor tem experiência em obras viárias e em serviços a concessionárias

Entrevista com

ALEXA SALOMÃO, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2013 | 02h17

Segundo Carlos Prado, representante do Consórcio Planalto, que apresentou a melhor proposta pela BR-050, a experiência em obras rodoviárias é um dos trunfos do grupo.

A seguir, alguns trechos da entrevista.

O que motivou as empresas a participar do leilão?

As empresas buscavam criar uma alternativa no setor, diversificar a atuação, porque há um esgotamento no mercado em São Paulo. Elas foram se reunindo por afinidades comerciais, amadureceram a ideia e viram no leilão de concessão de rodovias federais a oportunidade de entrar nessa atividade.

Como o sr. define o perfil das empresas do consórcio?

São empreiteiras com tradição no ramo de obras de infraestrutura viária no Estado de São Paulo, algumas com tradição de mais de 60 anos no mercado e que já trabalham com concessionárias. Então elas se perguntaram: se já temos tradição em obra rodoviária e trabalhamos como terceirizados, por que não fazer nós mesmos?

Prestam serviço para quais empresas?

Trabalham muito para o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e já prestaram serviços a concessionárias como CCR, EcoRodovias, entre outras.

São empresas familiares?

São familiares na origem, mas algumas já têm executivos na gestão.

Vocês sabem que vão receber críticas por não terem tradição como operadores de concessão?

Sabemos e as críticas não nos assustam. Vamos trabalhar: focar no que é preciso fazer, colocar as pessoas certas nos lugares certos e atender o edital.

Vocês pensam em se associarem a um operador mais experiente ou trazer um executivo do mercado com maior experiência na operação de concessões?

Sobre um parceiro em potencial, no momento não pensamos. Vamos montar a concessão, executar as obras e operar. Mas com certeza vamos procurar gente com experiência. Neste momento, porém, não posso dizer que tenhamos este ou aquele nome em vista.

O deságio foi muito arrojado. Em que se basearam para dar esse valor?

Justamente na experiência que temos em obras viárias e na prestação de serviços a concessionárias. Temos sinergias.

O que foi decisivo para levar esse grupo de empresas a disputar este leilão?

Não houve um único fator. É evidente que a disponibilidade de recursos financeiros ajuda e a elevação da TIR (taxa interna de retorno) fez com que se pensasse no negócio com mais carinho.

Por que o sr. foi designado representante do consórcio?

Os investidores não gostam muito de aparecer e falar e eu tenho experiência para falar do setor. Trabalhei 10 anos em concessionárias no Estado de São Paulo, na SP Vias e na Centro Vias, e estou há dois anos como gerente comercial da Vale do Rio Novo (uma das empresas que integram o consórcio Planalto).

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