Cronograma para rede 4G é 'agressivo', diz Vivo

O presidente da Telefônica/Vivo, Antônio Carlos Valente, afirmou nesta quinta-feira que o cronograma para a instalação da rede de telefonia móvel de quarta geração (4G) no Brasil é "agressivo", mas que a companhia está muito otimista e continuará apostando fortemente nas redes móveis, o que é uma prioridade estratégica.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

21 de junho de 2012 | 16h27

Durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, Valente disse que "a Vivo é a líder no mercado de dados brasileiro e está tomando todas as medidas necessárias para continuar com essa liderança, passando pela aquisição dos blocos de frequência".

No início deste mês, Telefônica/Vivo venceu a disputa pelo segundo lote de 4G leiloado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao oferecer R$ 1,05 bilhão, com ágio de 66,61%. Valente afirmou que a Vivo vai manter os investimentos que já estavam previstos, pois eles já haviam sido dimensionados considerando o leilão. No período 2011-2014, o plano de investimentos é de R$ 24,3 bilhões.

Existem, porém, algumas preocupações com a instalação da rede 4G. "É claro que temos algumas preocupações, principalmente a questão do licenciamento de novas estações rádio/base para a colocação de antenas. É uma preocupação muito clara que nós temos, pois serão necessárias quantidades muito grandes de novos sites adicionais, já que estamos usando frequências muito altas", comentou.

A meta de cobertura exigida pelo edital do 4G prevê que as cidades a sediar a Copa das Confederações - Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) - precisam oferecer o serviço a partir de abril de 2013. Já em dezembro de 2013, a cobertura deve avançar a todas as sedes e subsedes da Copa do Mundo.

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