Cruzeiro do Sul elevará capital do Prosper em R$ 100 mi

O Cruzeiro do Sul vai aumentar o capital do Banco Prosper assim que a aquisição for aprovada pelo Banco Central. As estimativas iniciais são de um aporte de ao menos R$ 100 milhões, para enquadrar o capital do Prosper ao exigido pelo regulador.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011 | 03h06

"O valor exato ainda não está definido", disse o diretor de Relações com Investidores do banco, Luis Octavio Índio da Costa, em teleconferência. O Cruzeiro do Sul anunciou oficialmente na segunda-feira a compra de 88,7% do Prosper por R$ 55 milhões.

O aumento de capital será feito com recursos próprios do Cruzeiro do Sul, segundo Índio da Costa. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não está participando da operação.

O Prosper tem índice de Basileia (que mede a solvência e quanto o banco pode emprestar no crédito) de 8%, abaixo do mínimo de 11% que o BC exige e, por isso, o capital precisa ser ajustado.

Reforço. As áreas de câmbio e recebíveis do Banco Prosper foram as que mais interessaram ao Cruzeiro do Sul na aquisição. Com o negócio, o banco estende sua operação a novas áreas, como câmbio e crédito a empresas. Mas Índio da Costa destaca que o foco dos negócios continua sendo o crédito consignado.

Na área de câmbio, o Cruzeiro do Sul iniciou operações há cerca de dois anos, mas os clientes estão concentrados em São Paulo. O Prosper também tem uma carteira pequena de consignado, na casa de R$ 20 milhões.

A carteira de clientes do Prosper no Rio de Janeiro vai reforçar a atuação do Cruzeiro do Sul no Estado, onde ainda tem uma presença tímida. A estrutura do banco carioca e seus 75 funcionários serão absorvidos pelo comprador. A Prosper Corretora, como antecipou a Agência Estado, não entrou na operação e continua sob o controle do grupo carioca

Índio da Costa avalia que mais fusões e aquisições podem ocorrer entre os bancos médios. "Acho que poderá acontecer ainda alguma consolidação", disse. "O Cruzeiro do Sul pode ser um consolidador nesse mercado, desde que haja opções interessantes e que não comprometam as operações do banco."

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