CSN: BNDES financiará descruzamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar os R$ 360 milhões ao grupo Vicunha para o descruzamento de ações entre a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vale do Rio Doce. As participações de uma empresa na outra serão trocadas, através da aquisição de debêntures transformáveis em ações ordinárias - ON, com direito a voto - da CSN, após o 24º mês. No entanto, a fórmula de transformação ainda será definida pelo banco.As condições de remuneração são: TJLP (taxa de juros de longo prazo) mais cinco por cento ao ano, a serem pagos a partir do primeiro ano. O prazo de pagamento é de 10 anos com prestações anuais a partir do quinto ano. Além da taxa de juros, foi negociado um prêmio que poderá aumentar a rentabilidade da operação para o BNDES.Os vendedores das ações da CSN para o grupo Vicunha, Bradespar e Previ, e os bancos privados, irão financiar o total R$ 720 milhões por meio da subscrição de debêntures não conversíveis. Desse total, R$ 342 milhões correspondem ao financiamento dos bancos privados BBA e Unibanco (50% cada um). Esses recursos são provenientes de linhas de créditos para repasses desses bancos junto ao BNDES, com custo de TJLP mais 2,5% ao ano. As condições de amortização e de juros são as mesmas estabelecidos para o BNDES. Somente a remuneração é diferente, de TJLP mais 4% ao ano. Outros R$ 270 milhões serão subscritos pela Bradespar e Previ. Os R$ 108 milhões restantes ainda serão captados no mercado em subscrição a ser garantida pelo Unibanco.A Bradespar e a Previ, que financiarão R$ 270 milhões para o grupo Vicunha, terão remuneração com base no IGPM mais taxa de 8,8% ao ano. As debêntures a serem subscritas pelo mercado, no valor de R$ 108 milhões, terão remuneração máxima de CDI mais 1% ao ano.

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