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CSN continuará atraindo grupos internacionais, diz fonte européia

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deverá continuar atraindo grupos estrangeiros interessados numa parceria ou mesmo numa aquisição. Essa avaliação foi feita por uma fonte de um banco europeu que participou dos 13 meses de negociações para uma fusão entre a empresa brasileira e o grupo anglo-holandês Corus, que foram canceladas na semana passada. "A CSN acumula dívidas e o controle do Benjamin Steinbruch é um fator problemático", disse o analista à Agência Estado. "Mas a empresa tem uma operação eficiente e a sua Casa de Pedra é uma mina de ouro", acrescentou, referindo-se ao minério de ferro produzido pela mina Casa de Pedra, da CSN.Segundo ele, os esforços para se preservar a fusão continuaram até a terça-feira passada, véspera do anúncio do cancelamento do negócio em Londres. "Os fundamentos da fusão eram sólidos, mas a principal problema para a Corus foi a dificuldade de obter financiamento para sustentar o negócio pois a aversão ao risco em relação ao Brasil tem sido muito grande nos últimos meses por causa da incerteza eleitoral", disse a fonte. "Mesmo assim, nem todas as possibilidades de financiamento foram devidamente exploradas, o negócio poderia ainda ter sido viabilizado."O analista salientou que a perspectiva de convivência com o Steinbruch, que controlaria cerca de 40% da nova empresa e integraria o seu conselho, nunca foi muito bem digerida pela Corus. "Houve sempre um pé atrás em relação ao Steinbruch, um choque potencial de personalidades que jogava uma sombra na fusão."Segundo o jornal britânico The Guardian, os diretores da Corus também preocupados com o fato de a "CSN ter historicamente financiado a dívida do Grupo Vicunha (controlado por Steinbruch) através de dividendos?. Além disso, desconfiava-se que Steinbruch "estava usando o negócio para se auto-refinanciar", afirmou o diário.O analista salientou que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial não causou a saída da Corus do negócio. "É obvio que havia aqueles que temiam uma mudança no quadro político do Brasil, mas isso não prevaleceu, inclusive a situação vinha melhorado muito nas últimas semanas", afirmou. "A nossa intenção inicial era de que a fusão tivesse sido anunciada em março deste ano, ao invés de julho, evitando assim pegar o pior período da volatilidade eleitoral, mas isso não foi possível". Logo após o anúncio do cancelamento da fusão, as ações da Corus, que já vinham perdendo terreno nos últimos meses, acumularam novas perdas, dessa vez geradas com a constatação de que o grupo europeu está enfrentando dificuldades financeiras e não tem a perspectiva de obter um forte crescimento num setor cada vez mais competitivo. Segundo o analista, antes do cancelamento, os acionistas da Corus baseados nos Estados Unidos (cerca de 40%) avaliavam positivamente a fusão com a CSN e aguardavam a conclusão do negócio para comprar novas ações. "Mas os acionistas da Corus na Europa não estavam contentes e venderam suas ações, provocando as baixas", disse ele. "Agora, os acionistas nos Estados Unidos ficaram insatisfeitos com o fim do negócio e também estão vendendo os seus estoques, puxando as ações da Corus ainda mais para baixo."

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