CSN estuda abrir fábricas de cimento na América Latina

Investimento previsto pelo grupo é de US$ 2 bilhões, que inclui a construção de três fábricas no Brasil

REUTERS, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2010 | 00h00

BUENOS AIRES

A CSN planeja investir US$ 2 bilhões para construir três fábricas de cimento no Brasil e também em vários países da América Latina nos próximos três anos. A afirmação é do presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch.

"O Brasil será o primeiro. Cerca de metade desse valor será (investida) no Brasil", afirmou. A outra metade deve ser para investimentos em países ainda em estudo, grupo no qual se incluem Colômbia, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru. A companhia quer ter uma capacidade de produção total de 10 milhões de toneladas de cimento por ano no Brasil e em outros países sul-americanos.

O presidente-executivo da CSN está incentivando seu grupo a se diversificar para além da produção de aço em direção a materiais de construção, logística e mineração. A CSN entrou no negócio de cimento no ano passado, com a abertura de uma fábrica em seu complexo siderúrgico no Rio de Janeiro. A expectativa é a de que a unidade deverá produzir cerca de 250 mil toneladas de cimento por mês até o fim deste ano.

Mineração. A CSN espera para o início do próximo ano a listagem das ações de suas operações de minério de ferro. Segundo o executivo, negociações com sócios asiáticos da unidade de minério Namisa "estão indo bem". A intenção é fundir esse ativo com a mina Casa de Pedra para elevar o valor do negócio de mineração do grupo para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). "O desafio é decidir quais termos vão reger a parceria", diz Steinbruch.

Com a listagem da operação de minério de ferro, o executivo espera que a CSN eleve o valor do negócio e levante recursos para aquisições. Ao deter a maior parte dos ativos que poderão formar a nova unidade de mineração listada, no entanto, a CSN poderia diluir a posição dos sócios asiáticos na Namisa. Alguns deles são as siderúrgicas coreana Posco e a japonesa Nippon Steel. O consórcio asiático, chamado de Big Jump, pagou cerca de US$ 3 bilhões pela participação de 40% na Namisa, em 2008.

Analistas estimam que a CSN possa levantar até US$ 3,5 bilhões de dólares com a venda de uma participação da unidade de minério de ferro no IPO, o que deve incluir a mina Casa de Pedra, a Namisa e algumas ligações logísticas entre áreas produtoras e porto. A unidade de minério de ferro da CSN é a operação de crescimento mais rápido e tem incentivado a expansão do conglomerado, segundo analistas.

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