CSN fracassa em seu objetivo na oferta pela Cimpor

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) não conseguiu comprar um terço mais uma ação da maior produtora de cimento de Portugal e terceira maior do Brasil, a Cimpor. Na oferta pública de aquisição de ações (OPA) realizada ontem pela CSN, o total atingiu apenas 8,56% das ações da Cimpor, com ordens de venda de 57.563.320 das 672 milhões de ações da empresa. As informações foram apresentadas na sessão extraordinária da Bolsa de Valores de Lisboa, realizada para apurar os resultados da OPA, nesta manhã.

JAIR RATTNER, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 07h50

Após a oferta, a composição acionista da empresa ficou definida da seguinte forma: Camargo Corrêa com 28,63%; Votorantim com 21,22%; Investifino, do empresário Manuel Fino, com 10,57%; Banco Comercial Português - gerido pela empresa inglesa F & C - e fundo de pensões do BCP com 10,04%; Caixa Geral de Depósitos com 9,63%; e ações livres no mercado (free float) de 19,81%.

O comunicado disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de Portugal, sobre a OPA, esclarece que "não foi comunicada pela oferente (CSN) qualquer aquisição de ações fora do âmbito da presente oferta". E a nota conclui: "Não se tendo verificado essa condição, face aos resultados agora apresentados oficialmente, declara-se que a Oferta Pública de Aquisição não atingiu os seus objetivos e, consequentemente, não são transacionados quaisquer valores mobiliários no âmbito da oferta."

A CSN se propunha a pagar na oferta 6,18 euros por ação, após revisão das condições originais, quando oferecia 5,75 euros por ação com 50% mais uma ação. A OPA pela Cimpor era uma questão de oportunidade, pelos conflitos existentes entre os acionistas. Na última assembleia, os fundadores da cimenteira, ligados à empresa Teixeira Duarte, foram afastados da direção executiva. A iniciativa da CSN fez com que outras empresas brasileiras entrassem na corrida.

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