CSN ganha maior visibilidade no mercado exterior

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ganhou visibilidade maior no mercado internacional, com a proposta de compra da Corus, e o assédio para a venda do seu controle pode aumentar. Segundo o analista da Brascan Corretora Rodrigo Ferraz, além da exposição, a empresa brasileira vai receber um incremento de cerca de R$ 1,1 bilhão (sem contabilizar os impostos) de caixa com a operação. Isto porque a CSN detém uma participação acionária na Corus.Segundo ele, ao ganhar visibilidade no mercado, a companhia pode receber uma oferta elevada pelo seu controle. Ferraz observou que os investidores têm hoje mais informações sobre a qualidade dos ativos da CSN, que incluem a mina de Casa de Pedra."Todo este processo resultou em uma enorme visibilidade internacional para a CSN, que, apesar de estar em uma posição de 49º lugar entre as maiores siderúrgicas em todo mundo, deu exposição àquele que é considerado seu maior ativo, a mina Casa de Pedra. Em função disso, é razoável supor que o assédio de outras siderúrgicas pela CSN possa aumentar consideravelmente a partir deste evento", disse.Pontos negativosO analista, porém, destacou que o resultado do leilão também tem pontos negativos. A empresa perdeu a oportunidade de entrar com mais força no mercado internacional. Com a compra da Corus, a produção do grupo CSN subiria de 5 milhões de toneladas para 23 milhões de toneladas por ano. "O ganho de escala é importante na hora de negociar preços", lembrou.Segundo ele, a compra seria positiva por três razões: diversificação geográfica de negócios, troca de tecnologia e, principalmente, acesso a mercados com maior poder de compra, como o europeu e o norte-americano, para onde a Corus destina 85% de todo seu volume de vendas.Já a analista da Ágora Corretora Cristiana Viana considerou positiva a postura de cautela da CSN na disputa, perdida para a indiana Tata Steel. Segundo ela, na compra a CSN pagaria um múltiplo muito elevado pelo ativo. "Existe outras maneiras de a empresa aumentar suas exportações. A postura mais cautelosa foi positiva. Ela ia pagar muito caro pelo ativo", afirmou.Ela também avaliou que a CSN pode virar alvo no setor. "Ela está mais para caça do que para caçadora", afirmou. A Corus chegou a fazer duas tentativas de comprar a CSN, antes de a empresa brasileira fazer um lance pelo controle da anglo-holandesa.

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