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CSN negocia joint-venture com a Bethlehem Steel

Cinco meses após ter pedido concordata, a siderúrgica Bethlehem Steel anunciou à imprensa norte-americana que negocia a formação de uma joint-venture com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que envolve a planta de Maryland, em Washington. Segundo o Metal Bulletim, o acordo dará oportunidade de expansão no mercado norte-americano à siderúrgica brasileira e fôlego à Bethlehem, com a entrada de recursos. A CSN, que adquiriu em junho de 2000 ativos da Heartland Steel por US$ 50 milhões, procura desde então um negócio que complemente a sua subsidiária, rebatizada para CSN LLC, que produz bobinas a frio e galvanizados. A estratégia da siderúrgica desde o início era complementar a operação com a aquisição de um laminador de tiras a quente (LTQ).Enquanto não alcança a integração plena, a CSN utiliza bobinas laminadas a quente obtidas no mercado norte-americano. Atualmente a siderúrgica exporta placas para os Estados Unidos e paga a relaminação dos produtos para terceiros. O processo chamado de polling, já é feito pela usina da Bethlehem em Maryland, o que prova que a joint-venture funciona, apesar da distância entre as duas plantas, uma vez que a CSN LLC está localizada em Indiana.Recentemente a CSN se qualificou para o leilão dos ativos da falida LTV, com o objetivo de adquirir o laminador de tiras a quente da siderúrgica, mas perdeu a briga para o grupo de investimentos WL Ross & Co., que venceu o leilão de compra de ativos e propriedades de aço da norte-americana por US$ 325 milhões, sendo US$ 125 milhões em dinheiro.PrioridadesA presidente da CSN, Maria Silvia Bastos, afirmou recentemente que a prioridade da siderúrgica no momento é aumentar a presença em outros países. Ela explicou a expansão da empresa está atrelada ao mercado externo. A executiva afirmou que tem mantido conversas com as grandes siderúrgicas mundiais em busca de parcerias. "Não queremos vender parte da CSN no Brasil, mas fazer aquisições ou joint ventures no exterior", afirmou.Segundo informações da CSN, a linha de decapagem de bobinas a quente da CSN LLC tem capacidade para produzir 1 milhão de toneladas por ano; o laminador a frio, para 800 mil toneladas por ano; e a linha de galvanização, para mais 300 mil toneladas anuais.A unidade norte-americana conta ainda com instalações de recozimento, com capacidade para 270 mil toneladas por ano; um laminador de encruamento para 500 mil toneladas por ano; e um centro de serviços de corte (transversal e longitudinal). Todas os equipamentos têm capacidade para processar bobinas de aço de até 74 polegadas (1880 mm) de largura.

Agencia Estado,

27 de março de 2002 | 20h15

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