coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

CSN: planos são afetados, mas ganho permanece

As novas regras para a importação de produtos siderúrgicos nos Estados Unidos devem afetar de forma significativa os planos de crescimento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 2002. Mas, segundo analistas, o impacto no faturamento da empresa também vai depender das negociações entre o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) e as siderúrgicas na próxima semana.No ano passado, a CSN adquiriu a companhia norte-americana Heartland Steel, com o objetivo de laminar as placas semi-acabadas produzidas no Brasil. Segundo o analista de siderurgia do ABN Asset Management, Ricardo Maeji, a empresa exportou 200 mil toneladas do produto em 2001 e esperava exportar 500 mil toneladas neste ano, a fim de aproveitar a capacidade da Heartland Steel."Para a CSN, o grande impacto seria a dificuldade de exportar placas que seriam laminadas nos Estados Unidos. Isso torna mais difícil a rentabilidade do investimento feito recentemente lá", afirma a analista do setor siderúrgico da BES Securities, Cristiane Viana. O analista da HSBC CTVM Research, Fábio Zagatti, acredita que a CSN terá de encontrar uma forma para continuar com a sua estratégia de atuação no mercado norte-americano. "Caso contrário, haverá uma mudança na visão dos investidores sobre a empresa. É certo que ela fez um investimento, cuja eficiência agora será questionada." Por enquanto, Zagatti mantém o seu preço-alvo para as ações ordinárias (ON, com direito a voto) em R$ 41,80 - abaixo do valor de fechamento de ontem, em R$ 42,01. Júlio Ziegelmann, da BankBoston Asset Management, também não alterou sua perspectiva de valorização para as ações ordinárias da CSN. O preço-alvo determinado por ele é de R$ 56,60 - uma projeção de alta de 30,11% no período.Veja no link abaixo a opinião de analistas sobre o impacto das regras para a importação de aço nos Estados Unidos para o setor siderúrgico no Brasil e as perspectivas para a ações destas empresas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.