CSN pode demitir mais 900 em Volta Redonda, diz sindicato

Se número for confirmado, número de dispensas na companhia deve chegar a 1,2 mil desde dezembro

Natalia Gómez, da Agência Estado,

22 de janeiro de 2009 | 14h11

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) poderá demitir mais 900 funcionários em Volta Redonda (RJ) ainda nesta semana, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense. Caso as demissões se confirmem, o número de dispensas deve chegar a 1,2 mil desde dezembro. Procurada pela Agência Estado, a CSN disse que não vai se pronunciar sobre o assunto. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Segundo o presidente do sindicato, Renato Soares Ramos, a nova leva de demissões, que já atingiu 200 funcionários, começou na última quinta-feira, e o pico das dispensas deve ocorrer nesta sexta. "Ainda não temos uma confirmação oficial da empresa. Estamos tentando abrir um canal para negociação desde ontem", disse. Se as demissões forem confirmadas, os trabalhadores pretendem paralisar as atividades da unidade, conhecida como Usina Presidente Vargas (UPV). "Não teremos outra alternativa a não ser parar as operações", afirmou. Atualmente, a unidade utiliza cerca de 50% ou 60% da sua capacidade produtiva. Soares defende que a empresa tem outras saídas para combater a crise além das demissões, como conceder férias coletivas ou lançar um plano de demissões voluntárias. Segundo ele, a CSN tem mais de 7 mil funcionários no município, situado no sul do Rio de Janeiro.

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