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CSN tem queda de 94% no lucro no trimestre

Resultado da siderúrgica foi fortemente afetado pelas perdas financeiras de R$ 1,71 bilhão registradas no período

NATALIA GÓMEZ, O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 00h00

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou no terceiro trimestre um lucro líquido do R$ 40 milhões, uma queda de 94,3% em relação ao lucro de R$ 699 milhões do mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, o resultado foi fortemente afetado pelo aumento das despesas financeiras no período. A receita líquida cresceu 35,7% no trimestre, passando de R$ 2,96 bilhões em 2007 para R$ 4,029 bilhões.A empresa teve um resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,71 bilhão no trimestre. A maior parte, R$ 1,3 bilhão, corresponde à perda com a operação de "Total Return Equity Swap" celebrado pela companhia. Trata-se, segundo a CSN, de uma troca de uma taxa de juros contra a variação das cotações das American Depositary Receipt (ADR) - as ações da empresa nos EUA - da companhia, que caíram no período.De acordo com a empresa, essa operação foi iniciada em 2003 e renovada sucessivamente até setembro deste ano. Ainda segundo a empresa, os ganhos acumulados com essa operação até dezembro de 2007 eram de R$ 2,2 bilhões. Durante o primeiro semestre deste ano, foram registrados ganhos adicionais de R$ 900 milhões. Com isso, os resultados acumulados eram de R$ 3,1 bilhões desde 2003. No entanto, as perdas do terceiro trimestre de 2008 somaram R$ 1,3 bilhão, fazendo com que o saldo da operação ficasse positivo em R$ 1,8 bilhão.Outros fatores que prejudicaram o resultado financeiro da companhia foram provisões com encargos de empréstimos e financiamentos (R$ 183 milhões) e a atualização de provisões fiscais pela taxa Selic (R$ 112 milhões). A empresa informou, por meio do relatório da administração, que não utiliza instrumentos de hedge alavancados e que sua exposição cambial se encontrava "praticamente zerada" ao longo do terceiro trimestre de 2008.A dívida líquida da companhia passou de R$ 5,03 bilhões no final de junho para R$ 6,28 bilhões no final de setembro, o que pode ser explicado pelo resultado financeiro negativo, por investimentos de R$ 600 milhões em expansão, pelo aumento de R$ 500 milhões nas despesas tributárias e pelo aumento também de R$ 500 milhões no capital de giro. A geração de caixa (Ebitda) de R$ 2,1 bilhões compensou parcialmente esses efeitos.As vendas de aço da companhia no terceiro trimestre somaram 1,265 milhão de toneladas, queda de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mercado interno, as vendas cresceram 14,9%, passando de 967 mil toneladas para 1,111 milhão de toneladas. No mercado externo, as vendas caíram 59,7%, passando de 382 mil toneladas para 154 mil toneladas. As vendas domésticas atingiram 88% do total das vendas do terceiro trimestre, um crescimento de 5 pontos porcentuais em comparação com o segundo trimestre de 2008. "Isso reflete o posicionamento da empresa frente à crescente demanda local por produtos siderúrgicos e aos preços praticados no mercado doméstico", informou a companhia.

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