CSN volta a elevar participação no capital da rival Usiminas

Empresa de Steinbruch atinge 10,84% das ações ON e 10,20% das PN, e ganha direito de pleitear assento no conselho

, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) voltou a elevar sua participação no capital da rival Usiminas. Em comunicado ao mercado, a CSN informou ter passado a deter 10,84% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 10,20% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto). No último informe sobre participação acionária, divulgado no final de abril, a CSN detinha 10,01% das ON e 5,25% das PN.

Com os novos números, o grupo comandado por Benjamin Steinbruch passa a ter direito a pleitear um assento no conselho de administração da rival - de acordo com a Lei das S/A, um acionista precisa possuir pelo menos 15% do total de ações com direito a voto ou 10% das ações preferenciais para ter direito de eleger e destituir um membro e seu suplente do conselho de administração.

Esse desejo já havia sido expressado por executivos da CSN há alguns meses, mas não é bem visto dentro da Usiminas. Em entrevista recente ao Estado, o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse que "seria uma situação no mínimo curiosa um competidor sentando no conselho de administração". "Se isso acontecer, vamos ter de adequar as coisas à realidade", afirmou.

Acordo. No início deste mês, Steinbruch afirmou que não estava interessado em entrar no conselho de administração da rival. Mas disse que a empresa tem todo interesse em comprar a fatia da Camargo Corrêa ou da Votorantim no capital da Usiminas se essas empresas decidirem se desfazer do negócio. "A Usiminas é uma boa empresa, mas comprar a participação depende do interesse da Camargo e da Votorantim de vender", disse o executivo.

Votorantim e Camargo Corrêa, juntamente com a japonesa Nippon Steel, fazem parte do bloco de controle do grupo siderúrgico mineiro. Recentemente, esse acordo, que vence em 2016, foi renovado por um período de mais 15 anos, até 2031.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.